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Vaticano condena Nobel de pioneiro dos ‘bebês de proveta’

Fonte: opiniãoenoticia.com.br

Presidente da Pontifícia Academia para a Vida considerou nomeação ‘fora de lugar’ e responsabilizou Robert Edwards por ‘mercado de óvulos’

A concessão do Prêmio Nobel de Medicina para Robert Edwards, pioneiro da fecundação in vitro, é “completamente fora de lugar”, declarou o monsenhor Ignacio Carrasco de Paula, presidente da Pontifícia Academia para a Vida.  Carrasco de Paula responsabilizou a prática de fecundação in vitro pela “atual confusão acerca da procriação assistida, com situações incompreensíveis como crianças nascendo de suas avós e mães de aluguel”.

“Sem Edwards não existiriam congeladores em todo o mundo cheios de embriões que, no melhor dos casos, vão ser trasladados para úteros, mas que provavelmente serão abandonados ou morrerão. Desse problema é responsável o recém-premiado com o Nobel”, completou o religioso espanhol, que ainda responsabilizou Edwards pelo “mercado de milhões de óvulos”.

Em um documento emitido em 1987, o Vaticano declarou que a fecundação artificial é “moralmente errada” por substituir a união sexual “natural” entre homens e mulheres. O documento também condenava a prática porque resulta na destruição de alguns embriões, o que a Igreja qualifica como uma violação da vida humana – que, segundo a doutrina católica, começa no momento da concepção.

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