Brasil  

US$ 10 milhões saíram de conta de Pasadena sem qualquer registro

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Fonte: opiniaoenoticia.com.br
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timthUma auditoria realizada pela Petrobras em 29 de março de 2011 identificou uma retirada, em fevereiro de 2010, de US$ 10 milhões da conta da refinaria de Pasadena, realizada apenas com uma autorização verbal. A movimentação não apresentava qualquer registro em documento, conforme detalha um relatório confidencial obtido pelo jornal O Globo. A avaliação contábil estava programada e considerou o controle, a gestão e a comercialização do estoque de óleo da Pasadena Refining System Inc. (PRSI).

O relatório sobre o estoque de óleo, R-1111/2010, foi elaborado pela Gerência de Auditoria de Abastecimento. A movimentação suspeita está descrita no item três “Falta de autorização documental para saque em corretora”. A quantia foi retirada da conta da refinaria numa corretora, a MF Global, que entrou com pedido de falência em 2011. O informe não revela o autor, destino, ou finalidade do saque. De acordo com o R-1111/2010, a falta de documentação prejudica o controle e acompanhamento de transações; “a autorização verbal, conforme informação da unidade, não encontra amparo em norma interna nem nas boas práticas de controle interno”.

Com base nas informações contidas no documento, os auditores recomendaram que a gestão da refinaria de Pasadena passasse a formalizar e arquivar a documentação referente aos saques feitos em contas mantidas em corretoras. Segundo resposta da PRSI (incluída no informe), ficou acordado junto à área financeira que não haveria mais “nenhuma autorização de pagamento ou movimentação financeira de forma verbal”.

Diferença de US$ 2 milhões

Outra falha detectada pelos auditores é a falta de controle do estoque da refinaria. Operações simultâneas de recebimento e envio de produtos (por falta de espaço para armazenamento) impossibilitam a apuração do volume exato movimentado pela petrolífera. Desse modo, eventuais perdas ou sobras de óleo não puderam ser apuradas “de forma consistente” pela companhia.

Uma “divergência” resultante de um lançamento incorreto totaliza US$ 2 milhões no estoque referente a maio de 2010. Conforme o documento, 23 mil barris de petróleo oriundos da empresa armazenadora foram considerados como estoque em trânsito. Após a transferência, o volume deixou de ser considerado como em trânsito, porém sem registro da entrada no sistema. “A quantidade foi lançada incorretamente como sobra de produção e impactou a valoração do custo de produção do mês”, expõe o relatório.

 

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