Saúde  

Um novo método para prolongar a fertilidade feminina

A sociedade moderna é obcecada pela fertilidade. Prova disso é que mulheres de todas as idades são constantemente lembradas de como é difícil engravidar após os 35 anos. Mas, por incrível que pareça, este não é um assunto muito discutido entre mulheres e seus médicos. Em geral, os ginecologistas se prendem a questões como a vida sexual de sua paciente ou a necessidade do uso de anticoncepcionais. Dificilmente a pergunta “você planeja ter filhos?” é feita, a não ser que a própria paciente levante a questão. Normalmente, os médicos adotam essa postura passiva por medo de assustar ou ofender suas pacientes.

Agora, um novo método para prolongar a fertilidade feminina vem ganhando credibilidade e deve ser discutido nas consultórios médicos: o congelamento de óvulos. Esta técnica permite que a mulher armazene óvulos não fertilizados para usar quando estiver pronta para ter filhos. Este método já está disponível nos Estados Unidos desde o início dos anos 2000 e vem apresentando resultados positivos.

Na semana passada, após revisar ensaios clínicos, médicos da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva anunciaram que há pouca diferença entre utilizar óvulos novos ou congelados em fertilizações in-vitro. Os médicos também afirmaram que crianças concebidas por óvulos congelados não apresentam riscos de desenvolvimento ou má-formações.

Contudo, o procedimento não é uma panaceia. É, por enquanto, absurdamente caro (entre U$ 10 mil e U$ 15 mil nos EUA), e não há como garantir o sucesso em todos os casos, uma vez que não há testes clínicos de longo prazo ou que abrangem todos os tipos de pacientes. Até agora, a maioria dos testes foi realizada com mulheres abaixo de 35 anos. Embora milhares de mulheres tenham congelado seus óvulos nos EUA, poucas de fato retornaram para descongelá-los. Existem apenas dois mil bebês concebidos por óvulos congelados no mundo.

Os ginecologistas devem sugerir diversas técnicas de fertilização, mas cabe às mulheres decidir que métodos utilizar e que riscos assumir.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

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