Tucanos acusam PT de adulterar documento para incriminar PSDB

O senador e pré-candidato à presidência pelo PSDB, Aécio Neves, se juntou a outros dirigentes tucanos nesta terça-feira, 26, para acusar o PT de ter adulterado o relatório original da Siemens que denuncia o pagamento de propinas aos governos tucanos de São Paulo de Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin. Os tucanos distribuíram à imprensa cópias do documento original em inglês junto à tradução dos petistas para mostrar que a versão em português não corresponde ao original.

Segundo os documentos, o relatório original, baseado no depoimento do ex-executivo da Siemens Everton Rheinheimer, não menciona o PSDB ou parlamentares tucanos. A citação ao partido que aparece na versão traduzida para o português e entregue à Polícia Federal pelo ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, teria sido forjada pelos petistas. Os dirigentes do PSDB pediram o afastamento de Cardozo das investigações e a sua demissão do Ministério da Justiça.

De acordo com os tucanos, o documento que denuncia um esquema de cartel envolvendo as empresas Siemens e Alstom e os governos tucanos foi traduzido e adulterado pelo deputado estadual do PT Simão Pedro, que teria incluído dois parágrafos com referências aos tucanos. O ex-executivo da Siemens nega ter incluído essas referências no documento original.

Trecho adulterado

Um dos trechos do documento original diz que a Justiça brasileira está investigando o envolvimento da Alstom no pagamento de suborno a autoridades do governo em vários projetos no Brasil, entre eles o da Linha G da CPTM (metrô de São Paulo). Na versão em português, segundo o documento divulgado pelo PSDB, consta que “durante muitos anos a Siemens vem subornando políticos (na sua maioria) do PSDB e diretores da CPTM, Metrô de São Paulo e Metrô de Brasília”.

O PSDB tentará convocar Cardozo para dar explicações na Câmara e no Senado e enviará representações contra o ministro à Comissão de Ética Pública e ao Ministério Público Federal por improbidade administrativa.

“O PT faz um mal enorme à democracia aos se apropriar das instituições como patrimônio para tentar perpetuar o projeto do PT no poder”, disse Aécio. “Isso tudo nos lembra o episódio dos aloprados em 2006, agora numa tentativa de amenizar o impacto das condenações dos companheiros petistas, numa tentativa de nos colocar como iguais. Mas nós não somos iguais. Prezamos a ética na coisa pública”.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

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