Trabalhar é uma arte!

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Por Jovir Alceu Zanuzzo* (foto)
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Foto Jovir“Se você observar as pessoas, quando se deslocam para o trabalho, de manhã, conseguirá perceber quem está indo para um sacrifício e quem está indo ser feliz!” (Jovir Zanuzzo).
O trabalho, em sua essência, é nossa principal forma de contribuição social. Além de possibilitar nosso sustento, o que nos aufere dignidade, por meio do trabalho marcamos presença na sociedade, colocando em prática nossas capacidades e aptidões.
Comumente o trabalho é visto como um sacrifício, um fardo que, necessariamente, precisamos assumir. Coincidência ou não, as pessoas que têm essa visão, geralmente não são felizes no trabalho. É fácil perceber a diferença entre “eu preciso trabalhar” e “eu quero trabalhar”.
Antes de ministrar minha palestra “Você brilhando mais no trabalho”, dias atrás, realizei uma pesquisa onde perguntava às pessoas quais os critérios mais importantes para ser feliz no trabalho e, consequentemente, se realizar profissionalmente. Nenhuma surpresa, considerando o senso comum: fazer aquilo que gosta e ser bem pago por isso! Em seguida, aparecem critérios como: ambiente organizacional, reconhecimento e perspectiva de crescimento.
Essa combinação perfeita “fazer o que gosta e ganhar bem”, no entanto, emperra quando não prestamos atenção às aptidões, às características da personalidade e aos resultados que ‘confirmam’ as escolhas profissionais. Ter aptidão significa “levar jeito”, ter facilidade (“nasceu pra isso”); conhecer as características da própria personalidade é fundamental para saber se tem o “perfil” certo para determinado trabalho; e os resultados positivos geram satisfação, e impulsionam e confirmam estar no caminho certo.
Descobrir seus talentos, ter autoconhecimento e consciência das próprias aptidões coloca o profissional um passo à frente – o que não dispensa, obviamente, treino e qualificação constante (ninguém vai dizer ao Neymar que ele não precisa mais treinar). O mercado está cada vez mais exigente e, além de não tolerar colaboradores despreparados tecnicamente, também não perdoa profissionais sem habilidades relacionais.
Trabalhar implica relacionar-se, pois ninguém trabalha sozinho – mesmo que exerça uma função isolada. Por isso, a qualificação humana é, cada vez mais, imprescindível. Profissionais brilhantes sabem disso e, diferente da maioria, investem em si mesmos para brilharem sempre mais. Costumo ouvir de meus clientes, quando me procuram, coisas do tipo: “trabalho com pessoas e quero que você me ajude a ser melhor!”, ou “assumi um cargo de liderança e quero que você me ajude a liderar melhor”, ou “estou com dificuldades relacionais no meu trabalho e quero ajuda!”. Colaborar com objetivos tão nobres é, para mim, um desafio gratificante!
No ofício de trabalhar, o bom profissional não se importa com os tempos difíceis, porque sempre encara o trabalho com otimismo. E mesmo que não esteja no trabalho dos seus sonhos, deixa marcas positivas naquilo que faz, sem contaminar-se pelo veneno da insatisfação estéril e do desinteresse irresponsável. Ele sabe que, tal qual em um palco, por trás do espetáculo há muito empenho, dedicação e perseverança. Mas a gana pelo sucesso faz tudo valer a pena. Seja assim você também, se permita criar, inovar, inspirar, porque trabalhar é uma arte e você é o artista!

 

*Jovir Alceu Zanuzzo
Coach, Consultor e Palestrante
coach@jovir.com.br

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