Saúde  

Terapia hormonal aumenta risco de câncer

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

A terapia de reposição hormonal para mulheres na pós-menopausa —  já considerada arriscada por demonstrar um aumento na incidência do câncer de mama — também aumenta a probabilidade de o câncer ser invasivo e fatal,  aponta um novo estudo publicado nesta quarta-feira, 20,  no Journal of the American Medical Association.

O novo estudo baseia-se no acompanhamento de 12.788 mulheres. Do total, a metade recebeu o medicamento Prempro, enquanto o restante recebeu apenas um placebo. O estudo foi interrompido em 2002, três anos antes do previsto, quando pesquisadores descobriram que os hormônios presentes no medicamento estavam provocando um aumento significativo na incidência de câncer de mama, doenças cardíacas, derrames e coágulos de sangue nos pulmões.

Nos Estados Unidos, a divulgação do estudo teve grande impacto, e o número de mulheres usando o medicamento — seis milhões antes de 2002 — caiu pela metade.  O novo relatório divulgado nesta quarta-feira complementa o  estudo de 2002 com taxas de mortalidade relacionadas à terapia hormonal.  O documento revela que, entre as mulheres que desenvolveram câncer de mama,  as que se submeteram à terapia hormonal tinham duas vezes mais probabilidade de morrer da doença, uma vez que apresentavam tumores em estado mais avançado.

Um editorial que acompanha o estudo explica que os pesquisadores subestimaram o aumenta das mortes por câncer e que, “quando se fizer um estudo com um acompanhamento prolongado das pacientes, os efeitos prejudiciais da terapia serão comprovadamente  maiores”, mesmo em mulheres que já não usam mais o tratamento.

Para Rowan Chlebowski, oncologista e autor do novo estudo, não há dados suficientes para determinar se existe algum intervalo de tempo em que se pode usar o tratamento com segurança. “Se você se preocupa com a prevenção do câncer de mama, então é difícil olhar para esses medicamentos e não ter sérias preocupações sobre sua utilização, mesmo durante períodos relativamente curtos”, concluiu em entrevista ao New York Times.

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