Surge uma nova era: TREVAS!

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Por Claudio Schamis
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Quem se recorda do tempo de escola, já atravessamos a pré-história, a idade antiga, a idade média, a moderna e a contemporânea. Historiadores de plantão podem hoje afirmar que o Brasil é o pioneiro no surgimento de uma nova era – Trevas – que só foi percebida agora e, por isso, só foi classificada agora como a era das trevas. Essa era surgiu há 12 anos quando se deu a invasão petista liderada pelo molusco de barba e nove dedos, Luis Inácio Lula da Silva, que dizem as más línguas seria o filho do Brasil, e sua trupe – no caso quadrilha mesmo – que saquearam, corromperam, se deixaram corromper e fizeram a festa em Brasília. Pesquisadores do Instituto de Catástrofes dizem que essa nova era ainda vai durar outros três anos e que eles veem que há grandes chances – infelizmente – de que essa nova era ganhe ainda mais uma Copa do Mundo em sua existência.

Aí eu pergunto: Alguém realmente consegue ver alguma luz no fim do túnel, que pelo visto ainda nem foi construído pelo PAC 171 do governo petista?

Ao mesmo tempo em que o governo, em seu ajuste fiscal, procura artifícios para não aquebrantar as promessas de Dilma para a sua campanha de 2014, onde não haveria ajuste e sim redução da energia de tarifa elétrica, onde o trabalhador não seria penalizado, a diminuição de certos impostos, como a desoneração da folha salarial, fora outras tantas, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, aparece para perguntar: “Quem é que não precisa pagar o supermercado?” Ah, tá, e quando é que o seu lobo não vem?

Chega a ser patético um ministro reclamar da vida dura, do salário corroído. Ao mesmo tempo é bom ver que ele concorda e faz coro com os trabalhadores – esses sim – assalariados e maiores prejudicados no pandemônio em que se encontra a nossa economia. Se ele sente, imagina os outros!

Sim, ministro, todos precisamos de reajuste em nossos salários, mas não dá forma que vocês, do governo, pensam. Como podemos ficar felizes se salários de deputados, senadores e afins sobem 35%, salários de ministros, presidente sobem 33%, enquanto o salário mínimo sobe 8,8%? Isso é o certo? Será que o aumento de vocês tem que levar em conta o fato, como disse um desembargador, de que precisam se vestir bem, não podem repetir terno e que precisam ir a Miami comprá-los? Ou será que é baseado também na declaração de um deputado que chegou a lançar um desafio para ver quem consegue sobreviver com um salário, à época, de R$ 12 mil?  E o trabalhador comum? Nem sei a razão de ter usado o termo “comum”, o que pode dar a impressão de que há uma diferença de pessoa constituída, e, que na verdade não somos nem um pouco diferente deles. O que difere mesmo é o contracheque. Mas a vontade de conhecer o Mickey na Disney também faz parte do sonho de trabalhador assalariado.

Mas temos que ter consciência de que a coisa vai ainda piorar. O governo está apenas começando a mexer em impostos, o que sempre acaba no final das contas pesando no nosso bolso. Fora que no segundo semestre, categorias como os metalúrgicos e bancários vão querer seus reajustes. E espero que o Lula, como já fez quando presidente, e a Dilma, agora como presidente, não falem que o momento não é de ganhar e sim de sacrifícios. E que precisamos juntos superar essa crise. A crise não é de fabricação nossa, é somente deles lá de Brasília. Por que eles não se sacrificam um pouco?

Mas cuidado para que as manobras que o governo planeja fazer, como o de lançar série de projetos em infraestrutura, moradia e agricultura, não sirva de panos quentes para tapar o real problema pelo qual estamos passando. Não se deixem iludir. Se eles vierem com o papo – e eles virão – de que apesar da crise vamos lançar mais uma etapa do Minha Casa Minha Vida, porque amamos vocês. Acreditem, eles não nos amam.

E aí amigos, tudo belezinha né?

E enquanto isso no país cor de rosa da Dilma…

Enquanto o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, se contorce com o reajuste fiscal, Dilma comemora mais uma vitória por ter conseguido indicar seu último ministro para o STF, Luiz Edson Fachin.

E também comemora a aprovação pelo Senado de aumentar o repasse pela União ao BNDES em R$ 50 bilhões. Mesmo em tempos de reajustes e mentirosas vontades de corte de despesa.

Não sou um carrasco, nem alarmista, mas seria de bom tom a presidente Dilma ficar atenta com o BNDES, pois o volume de dinheiro que irá entrar no caixa deles pode começar a coçar a mão de muita gente e que, como a senhora sabe. Se não sabe está sabendo, pode vir a se transformar em mais um escândalo na sua gestão. O que ninguém quer, não é verdade? Ou será que em seu governo ainda tem pessoas que querem?

Existe um ditado que diz, ‘quem avisa amigo é’.  Mas mesmo não sendo seu amigo, resolvi avisar. Deixa isso de crédito para mim.

Salve as baleias. Não fume em ambientes fechados. Não jogue lixo no chão.

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