Sininho: a próxima Dilma Rousseff?

 

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Fonte: opiniaoenoticia.com.br

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O que a autodenominada “militante ativista” Elisa Quadros, a Sininho, de 28 anos, tem em comum com a presidente Dilma Rousseff? Em sua coluna no Globo nesta segunda-feira, 17, o jornalista Ricardo Noblat indicou o que vê como a principal semelhança entre as duas: militância e ambições políticas.

Sininho é gaúcha, mora no Rio, filha de petistas com quem não se dá (“Continuam no PT, pois devem acreditar que tem esperança…”, diz), estuda cinema (há seis anos), está desempregada e ficou conhecida como um dos cérebros por trás dos protestos violentos no Rio. Ela é considerada a ponte entre os black blocs e os políticos de esquerda que simpatizam com o grupo, e voltou a chamar a atenção na semana passada, quando ofereceu “assessoria jurídica” aos rapazes acusados de matar o cinegrafista Santiago Andrade.

Sininho esteve na linha de frente de quase todos os protestos no Rio até agora, sendo vista em algumas ocasiões apontando a direção a ser tomada pelos mascarados. É articulada e gosta de dar as ordens. Diz que não gosta de política, mas transita com desenvoltura pela Câmara de Vereadores e se dá muito bem com alguns de seus membros. De acordo com a revista Veja, foi ela quem sugeriu a ocupação das escadarias da Câmara depois que o movimento Ocupa Cabral, em que manifestantes permaneceram dois meses acampados diante da casa do governador do Rio, começou a perder força.

A ativista conseguiu se reunir duas vezes com o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Marcelo Freixo, do PSOL, como o próprio deputado reconhece (“por iniciativa dela”). Freixo foi o nome que Sininho usou para atrair a atenção do advogado dos rapazes que soltaram o rojão no cinegrafista. A estratégia funcionou, envolvendo o deputado num imbróglio potencialmente devastador.

Sininho, em suma, é ambiciosa, sabe mobilizar grupos, sabe associar-se a pessoas influentes sabe cativar plateias e admite o uso da violência para alcançar objetivos políticos. De convicções democráticas duvidosas, a militante com nome de fada usa a violência para derrubar “o poder”, sem até agora ter oferecido uma clara alternativa.  Soa familiar? “Dilma lutou contra a ditadura para pôr no lugar outra ditadura, de acordo com suas ideias, e não uma democracia de verdade”, escreve Noblat. Só depois, ao conseguir se eleger em eleições democráticas, Dilma converteu-se à democracia, conclui.

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