Sindicalistas criticam Dilma e Serra em ato de apoio a Marina

Fonte: votebrasil.com

Os sindicalistas acusaram o tucano de ter repulsa contra trabalhadores e ironizaram as alianças da petista.

Em evento repleto de críticas aos presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), sindicalistas ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e à União Geral dos Trabalhadores (UGT) lançaram, nesta terça-feira, em São Paulo, um manifesto de apoio a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, pedindo incentivos para a implementação de políticas de valorização do trabalho e do salário mínimo.

O evento contou com a presença do presidente da UGT Ricardo Patah e de Temístocles Marcellus, sindicalista filiado à CUT e ao PT, mas que apoia a candidatura de Marina Silva.

Segundo Roberto Santiago, coordenador sindical da campanha de Marina, deputado federal e consultor da UGT, a candidata do PT diz que é “amiga do movimento sindical, mas não é”. Santiago também atacou Serra e disse que o tucano tem “aljeriza”(sic) pelo movimento sindical.

O sindicalista Temístocles Marcellus, dirigente do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG), também não polpou críticas à candidatura de Dilma Rousseff. “O arco de alianças construídas pelo PT e pelos partidos aliados é semelhante a um Titanic. É enorme, cabe todo mundo, mas tende a afundar”, ironizou.

O cutista e petista disse que o partido não deixou opção discutir uma candidatura alternativa. Apesar das críticas sobre a escolha do PT por Dilma, o sindicalista mineiro disse que não pretende deixar o Partido dos Trabalhadores

Marina Silva fez questão de lembrar que aquele não era um evento de apoio institucional das centrais sindicais, mas, sim, de dirigentes e sindicalistas voluntários. O próprio presidente da UGT, Ricardo Patah, disse que não estava no evento para demostrar apoio institucional ou pessoal a Marina.

“A instituição UGT não está em nenhuma campanha como central sindical. Mas muitas pessoas da UGT estão nessa candidatura, ou na do Serra e da Dilma. Eu não estou demonstrando o meu voto ou expondo a opinião da UGT, porque não posso fazer isso”, disse Patah.

A candidata do PV criticou a demasiada proximidade entre o governo Lula e os sindicalistas, e disse que é preciso preservar a autonomia dos movimentos sociais frente ao Estado, apesar do relacionamento que as duas instâncias precisam ter.

A presidenciável se recusou a responder se nomearia um sindicalista para o ministério, como aconteceu com o presidente Lula.

“Essa discussão de cargo não é daqui. A composição do meu governo será em cima do que é melhor para o Brasil. As pessoas que foram chamadas (pelo presidente) não foram apenas por serem sindicalistas. São pessoas competentes que foram compor o governo”, rebateu Marina.

Pesquisas

Além dos assuntos sindicais, a presidenciável do PV comentou hoje o resultado da pesquisa CNT/Sensus, que aponta a candidata verde estagnada no patamar de 8,1% das intenções de voto, atrás de Dilma (46%) e Serra (28,1%).

Para Marina, o resultado não desanima. Perguntada se o perfil do eleitor verde seria mais ideológico que os outros, a candidata afirmou que são seguidores “comprometidos e multiplicadores”. “Não tenho dúvida que há um potencial muito grande para que o nosso projeto possa crescer. Estou tranquila e animada”, disse.

Marina também voltou a insinuar que seus opositores estariam se antecipando ao resultado das urnas, cantando vitória antes do tempo e aparentemente jogando a toalha precipitadamente.

“Nós jogamos apenas dez minutos desse jogo. Vamos buscar levar essa eleição para o segundo tempo através de propostas programáticas e comprometidas com o Brasil”, argumentou.

Rodrigo Rodrigues

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