Serra compara Lula e Dilma a Maluf e Pitta

Para o tucano, pesquisas que mostram sua desvantagem com relação à Dilma não significam que está perdendo: “Eleição não é futebol”.

O candidato à Presidência da República pelo PSDB José Serra comparou, na manhã desta sexta-feira (10/09) a relação de pedido e possível transferência de voto entre o presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff à que existiu entre Paulo Maluf e Celso Pitta.

“(Dilma é) Alguém perto da inexistência em matéria política, inventada, não tem ideias próprias, com a máquina avassaladora em cima. Lula é mais forte que o PT. Dilma é muito mais fraca que o PT. Maluf e Pitta, mas não estou comparando, são pessoas diferentes… Mas é votar no candidato que de fato não vai governar. Se quiser, vai dar a maior briga”, afirmou.

As declarações foram dadas durante sabatina realizada pelo jornal “O Globo”, no Rio de Janeiro. De acordo com Serra, se Dilma se eleger presidente, Lula nunca mais teria chance de voltar a governar o país. “Lula só tem uma chance de ser candidato: eu ganhar.

Se Dilma ganhar, Lula não se elege deputado. (Não conseguir se eleger mais) Foi o que aconteceu com Maluf em São Paulo, com o Pitta. Só falta o Lula dizer não votem mais em mim se Dilma não governar bem. O único jeito de Lula ser candidato e ganhar é eu ganhar.”

O candidato tucano afirmou não acreditar que os eleitores brasileiros votem em um “envelope fechado”, referência à adversária, sobre a qual, segundo ele, não se conhecem as opiniões.

“O Brasil não vai eleger um envelope fechado, é demais isso, é uma temeridade. Alguém que de duas opções uma: ou não tem idéias ou as tem contraditórias. Que efetivamente é uma campanha terceirizada. As pessoas vão se dando conta, na reta final”, afirmou.

Segundo Serra, “o modelo Lula se esgotou

De acordo com Serra, “o modelo Lula se esgotou, talvez tenha percebido isso quando não quis ou não batalhou pela nova reeleição”. O candidato também disse que os resultados das pesquisas que mostram desvantagem do tucano no pleito, inclusive em São Paulo, onde foi governador, não significam que está perdendo. “Não estou perdendo. Não considero que estou perdendo. Eu fiquei distante de São Paulo. Eleição não é futebol. Eleição só tem um lance, no final”, afirmou.

Serra disse, ainda, que não vê erros na campanha, mas classificou de “passa-moleque” o que ex-cotado a vice de Serra, Osmar Dias, fez. “Eu nunca fiz ‘passa-moleque’ em regras, combina uma coisa e faz outra (…) Estava tudo combinado (com Osmar Dias) e, de repente…”, lembrou.

Para ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “está se candidatando” por meio de sua principal rival, a petista Dilma Rousseff. “O Lula é o patrono e é praticamente candidato de novo. O Lula está se candidatando através dela (Dilma)”, disse.

O tucano afirmou que nunca quis ser o candidato apoiado pelo presidente. “Nunca me passou a ideia de ser candidato do Lula nem por vontade própria, nem recíproca”, afirmou. Para ele, sua candidatura é a que “mais discute programas”.

Durante a entrevista, Serra reiterou o que disse em entrevista ao iG na semana passada, que em janeiro pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que interviesse nos blogs ligados ao PT para que parassem com ataques contra sua filha, Verônica Serra. O presidente negou que tenha conversado com Serra sobre isso.

Raphael Gomide – votebrasil.com

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