Serra: Casa Civil desvia dinheiro do povo para corruptos

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Ele disse ainda que, se eleito, o seu governo terá “um padrão de austeridade e de corte de desperdícios”.

O candidato tucano à Presidência da República, José Serra, afirmou hoje que a Casa Civil desvia dinheiro do povo para corruptos. “Não vai haver escândalo como esse da Casa Civil desviando dinheiro do povo para o bolso de corruptos”, afirmou o tucano. Ele disse ainda que, se eleito, o seu governo terá “um padrão de austeridade e de corte de desperdícios”.

A declaração foi dada em entrevista concedida no final da tarde, depois de caminhada no município metropolitano de Jaboatão dos Guararapes (PE) ao lado dos candidatos ao governo de Pernambuco, senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e dos candidatos ao Senado, Marco Maciel (DEM) e Raul Jungmann (PPS), além do presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, candidato a deputado federal.

Em seguida, em discurso em um palanque armado ao final da caminhada, com foguetório, carro de som e muitas bandeiras, Serra disse que sua adversária, Dilma Rousseff (PT), demonstrou “menosprezo” ao Nordeste por não ter aceitado o convite para o debate de ontem à noite sobre a região, promovido pelo SBT e pelo TV Jornal. Ele, a candidata do PV, Marina Silva, e do PSOL, Plínio Arruda Sampaio, compareceram.

Serra lembrou que a região tem 40 milhões de habitantes e que gostaria que Dilma estivesse presente para lhe perguntar porque os empreendimentos prometidos para o Nordeste, a exemplo da ferrovia Transnordestina, a refinaria Abreu e Lima, a transposição do Rio São Francisco e o Canal do Sertão ainda não se tornaram realidade.

“Vou acabar com a venda de ilusões para o nosso povo”, disse Serra ao prometer tocar todas as obras, ao mesmo tempo, se eleito. Adiantou que os custos dessas obras serão revisados – “dá para botar para baixo” – e disse conhecer o orçamento do País e como conseguir parcerias para levantar o dinheiro para realizar os projetos.

“Sei onde está o desperdício, a roubalheira”, acrescentou. Na mesma linha, reiterou que irá aumentar o salário mínimo para R$ 600 e reajustar a Previdência em 10%, e não em 5% como promete o atual governo. “Isso não é compromisso, é anúncio do que vou fazer.”

Venezuela

Jarbas Vasconcelos, que foi elogiado por Serra como “um senador respeitado em todo o Brasil por ter a virtude cada vez mais escassa na vida pública, que é a coragem de dizer o que pensa e a verdade”, disse, na sua fala, que Dilma “faz parte de uma quadrilha que se instalou dentro do Palácio do Planalto”. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abusa da sua popularidade e o Brasil está ficando “pior que a Venezuela”.

ANGELA LACERDA – Agência Estado

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