Serra afirma ser “o candidato do avanço”

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Dando continuidade ao ciclo de sabatinas promovido pelo jornal Folha de São Paulo e pelo portal UOL, o candidato do PSDB à presidência, José Serra, respondeu a perguntas de jornalistas, internautas e do público presente, e quando perguntando como poderia combater a imensa popularidade do presidente Lula, afirmou ser um candidato do avanço.

“Saúde e educação retrocederam. O Nordeste tem crescido bem, mas o crime tem crescido mais. Mas nem na época do Collor fiz uma oposição ‘tudo ou nada’. Não faz parte do meu estilo”, disse o candidato. Em relação a críticas feitas ao bolsa-família, Serra afirmou que não acabará com o programa. “Antes do Lula virar presidente, o PT o chamava de bolsa-esmola. Só porque agora ele é usado para a manipulação eleitoral, não significa que o programa deva ser extinto.”

Em relação à política externa, Serra criticou o acordo firmado entre Brasil e Irã. “Para marcar uma posição, o Brasil votou contra as sanções da ONU.” Se referindo ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, Serra disse que não votaria contra as sanções, por “não confiar num ditador”. “Guardadas as devidas proporções, é como o pessoal que confiou no Hitler.” Sobre Cuba, o candidato disse defender o fim do bloqueio norte-americano. “Mas, se o Brasil tiver que votar para censurar a falta de direitos humanos em Cuba, vai votar”, afirmou o tucano, que chamou a política de comércio exterior do governo Lula de “muito frágil”.

José Serra disse ser favorável à união civil entre homossexuais e à adoção de crianças por casais gays. Afirmou que não mudaria a lei atual sobre aborto. Disse ser contrário à pena de morte, à autonomia do Banco Central e ao sistema escolar de aprovação automática. Com relação às drogas, Serra se mostrou contrário à liberação de todas as drogas e defendeu uma pressão diplomática maior sobre os países produtores de coca que, segundo ele, fazem “corpo mole”.

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