Senado dribla o nepotismo

Globo Online publica matéria que está na edição impressa de domingo daquele jornal. Segundo a matéria, são usadas prestadoras de serviços terceirizados para empregar familiares de funcionários. É dito, ainda, que três diretores do senado têm filhos e esposas empregados por empresa terceirizada. Diz o texto, ainda, que cerca de 90% dos terceirizados têm vinculos com funcionários da casa.
Já abordei aqui a terceirização. Tem outras maravilhas, além da contratação de parentes. É possível o auxílio em financiamento de campanhas, por exemplo, seja em qual for a esfera de poder. Abordei inclusive a questão da coleta do lixo, propondo uma emenda constitucional que simplesmente proibisse a terceirização da coleta em cidades com mais de 50.000 habitantes.
E há outro aspecto interessante, ainda, na terceirização. Na contabilidade, não entra como custo de pessoal. Entra como contratos externos, ou qualquer coisa parecida. Então, o executivo do órgão contratador ainda pode fazer demagogia dizendo que diminuiu os gastos com pessoal. São, portanto, muitas as delícias da terceirização: nepotismo disfarçado, financiamento de campanha e “redução” de gastos com pessoal.
Mais. A terceirização pode ajudar a vazar informações confidenciais, em áreas onde há disputas de contratos, licitações, coisas assim. E permite a contratação de empresas de amigos nas áreas de vigilância e limpeza, dentre outras. No final, ainda é possível declarar a falência da empresa e dar o calote nos credores, particularmente nos trabalhadores. E aí o órgão público que contratou responderá solidariamente pelas condenações. Um negocião.

Por: Catagna Maia

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