Secretário de Haddad diz que CPI é para achacar empresários

O secretário de Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, disse ser contra a criação de uma CPI para investigar o sistema de transporte da cidade. Segundo Tatto, que é deputado licenciado do PT, a CPI seria usada apenas para extorquir empresários do setor.

“Sou totalmente contra, porque CPI, geralmente, quando se instala, é pra ficar achacando o setor, não é pra resolver, tirar dúvidas”, disse o secretário. Tatto também afirmou que não existe a chamada “caixa preta”, como ficaram conhecidos os acordos firmados entre a prefeitura e as concessionárias que administram o transporte público. Segundo o secretário, todas as informações sobre o setor são enviadas para a Câmara e a outros órgãos, como o Ministério Público.

Tatto sugeriu que a sociedade aproveite o momento de protestos contra o aumento das tarifas para debater a organização do sistema e os lucros dos empresários, porém, uma CPI iria “desviar o foco de como melhorar o sistema de transporte”.

A presidência da Câmara, comandada por José Américo (PT), criticou as declarações do secretário de Fernando Haddad (PT). Em nota, a presidência declarou que CPI’s propostas estão fundamentadas em “princípios estritamente republicanos de transparência e zelo pelos recursos públicos. Nenhuma comissão é criada com a intenção de prejudicar qualquer setor da sociedade”.

Líderes da oposição também reagiram à declaração de Tatto. Ricardo Young (PPS), insinuou que, caso a CPI seja instalada, Tatto deve ser convocado para se explicar. “Não entendo o secretário dizer um absurdo desses. Ele está do lado de quem? Ele terá de se explicar”, disse Young. Floriano Pesaro, líder o PSDB, ironizou a declaração do secretário. “Só posso lamentar que o secretário tenha essa visão de uma CPI, não sei se por experiência própria”, disse Pesaro.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

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