Brasil  

SBM nega propina a funcionários da Petrobras

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timthA empresa holandesa SBM Offshore afirmou que pagou US$ 139,1 milhões a um empresário no Brasil, mas descartou a existência do pagamento de propina a funcionários da Petrobras. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira, 02, em um comunicado oficial da empresa.

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A SBM Offshore atua no ramo de construção de plataformas de petróleo e desde 2012 investiga a suspeita de pagamento de propina a funcionários públicos de três países: Angola, Guiné Equatorial e Brasil.

Segundo a empresa, foi pago uma quantia de US$ 139,1 milhões a um empresário que representava os interesses da SBM Offshore no Brasil. O empresário seria Júlio Faerman, citado em uma denúncia publicada no site da Wikipédia por um ex-funcionário da empresa. Segundo a denúncia, Faerman recebia 1% do valor dos contratos e repassava 2% a funcionários da Petrobras. O empresário foi representante da empresa no Brasil até 2012 e disse que as acusações de pagamento de propina são “caluniosas e difamatórias”.

No comunicado, a SBM Offshore diz que “embora houvesse indícios”, suas apurações feitas ao longo de dois anos não identificaram que algo foi pago a funcionários públicos, incluindo os de “empresa estatal”.  “Em relação ao Brasil, havia certas ‘bandeiras vermelhas’, mas os investigadores não encontraram qualquer evidência crível de que o agente fez pagamentos impróprios a funcionários do governo no Brasil. O agente ofereceu substanciais e legítimos serviços no mercado, o qual agora é de longe o maior para a companhia”, diz o comunicado da empresa.

A SBM Offshore diz ainda que da quantia paga, o agente recebeu US$ 123,7 milhões. Segundo a empresa, os outros US$ 15,4 milhões foram repassados “a outros agentes, de outras partes, em contratos menores”.

Na última segunda-feira, 31, a Petrobras afirmou que em sua própria auditoria interna “não encontrou fatos que comprovem o pagamento de propina a empregados da empresa” em relação aos contratos com a SBM Offshore.

Fonte: Opinião & Noticia

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