Saúde  

Saiba como controlar a asma

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

A asma é uma das doenças crônicas mais comuns em todo o mundo, afetando cerca de 10% da população, sendo considerada um sério problema de saúde pública. Anualmente ocorrem cerca de 350 mil inter­nações no Brasil por conta da asma, constituindo-se na quarta causa de hospitalizações pelo Sistema Único de Saúde (2,3% do total) e na terceira entre crianças e adultos jovens. Embora existam indícios de que a prevalência esteja aumentando em todo o mundo, no Brasil ela parece estar estável.

Segundo a Dra. Isabel Pessoa, médica patologista do Lâmina Medicina Diagnóstica/ DASA, a asma é caracterizada por vias aéreas respiratórias cronicamente inflamadas e hiperreativas, e quando, expostas a fatores de risco, tornam-se obstruídas, limitando o fluxo aéreo, pela broncoconstricção e por aumento da secreção de muco. O paciente asmático apresenta episódios recorrentes de sibilos, falta de ar, opressão torácica e tosse, ocorrendo principalmente à noite ou de manhã cedo.

Os fatores desencadeantes da asma mais habituais incluem:

– Exposição a alérgenos, tais como ácaros domésticos: na roupa de cama, nos tapetes e nos estofados felpudos, bichos de pelúcia, poeira domiciliar.

– Exposição a animais com pêlo, baratas, pólen e mofo.

– Exposição a irritantes ocupacionais, fumaça do tabaco e poluição aérea.

– Infecções (virais) respiratórias.

– Exercício físico e emoções fortes.

– Irritantes químicos e remédios (tais como aspirina e beta-bloqueadores).

– Refluxo gastroesofágico.

A asma possui variabilidade sazonal, pode iniciar em qualquer época da vida. Indivíduos susceptíveis sofrem influência de fatores genéticos e ambientais, além da história de atopia. Muitos estudos mostram que 50% a 80% das crianças asmáticas desenvolvem sintomas antes do quinto ano de vida. O diagnóstico deve ser baseado na anamnese, exame clínico e, sempre que possível, nas provas de função pulmonar e exames alérgicos. Já em crianças, a descoberta da doença pode ser um pouco mais difícil e ter outras importantes implicações.

O diagnóstico funcional da asma pode ser realizado por meio da prova de função pulmonar que permite, não somente confirmar a doença, como também avaliar a resposta ao tratamento por meio da observação do grau de obstrução reversível das vias aéreas. Eventualmente pode ainda estar indicado a radiografia de tórax assim como testes cutâneos para identificação de possível alérgeno relacionado com a crise.

“A asma é uma doença que pode ser tratada e controlada. E é fundamental que se evite os fatores desencadeantes na prevenção dos sintomas da asma. E que se procure sempre o médico especialista para avaliação e tratamento da doença. Esses profissionais podem ser o pneumologista ou alergologista”, explica Dra. Isabel.

As crises de asma, ou exacerbações, são episódicas, mas a inflamação das vias aéreas está cronicamente presente. Para muitos pacientes, a medicação deve ser administrada diariamente com a finalidade de controlar os sintomas, melhorar a função pulmonar e prevenir crises. Medicamentos também podem ser necessários para aliviar sintomas agudos, tais como sibilos, opressão torácica e tosse.

“O cuidado com a asma requer uma parceria entre o paciente e o profissional de saúde. O objetivo é prover aos asmáticos habilidade para controlar sua enfermidade com orientação do profissional de saúde”, finaliza a médica.

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