Brasil  

Rio pega empréstimo de US$ 1 bilhão com o Bird

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A prefeitura do Rio vai receber do Banco Mundial (Bird) US$ 1,045 bilhão para obras de urbanização de favelas. O acordo foi assinado hoje (20) entre o prefeito Eduardo Paes e o diretor do Bird para o Brasil, o senegalês Makthar Diop.

O dinheiro será liberado em duas parcelas. A primeira delas, de US$ 545 milhões, sairá nos próximos dias, e a segunda, de US$ 500 milhões será desembolsada nos próximos meses. A prefeitura terá 30 anos para pagar o empréstimo.

Eduardo Paes informou que, com o dinheiro, abaterá 20% da dívida da prefeitura com a União, que está em R$ 7,4 bilhão. Assim, Paes conseguiu uma redução de juros da dívida de 9% para 6%, o que liberará um gasto de até R$ 400 milhões dos cofres da cidade para novos investimentos.

O empréstimo concedido ao Rio é o maior já viabilizado pelo Banco Mundial a um município em todo o mundo e faz parte da estratégia de melhorar o serviços sociais para os pobres. Durante assinatura do acordo, Makthar Diop disse torcer para que outras cidades consigam o mesmo.

“Digo que o Banco Mundial tem muita satisfação em ajudar no desenvolvimento do país, por meio de uma cidade como o Rio de Janeiro”, declarou.

De acordo com Diop, o empréstimo foi autorizado pelo Bird depois que o governo municipal cumpriu metas de melhorias das contas da cidade, ampliou programas na área de saúde e educação, além de ter feito modernizações na gestão.

Presente na assinatura do acordo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, um dos envolvido no acordo, afirmou que o governo faz uma política que estimula a solidez fiscal ao mesmo tempo em que viabiliza o desenvolvimento de estados e municípios. “Parece contraditória, mas é possível.”

A prefeitura do Rio já havia anunciado que pretende usar os recursos liberados para o programa Morar Carioca, que pretende reurbanizar todas as favelas cariocas até 2020.

O empréstimo do Bird para a prefeitura do Rio precisou ser aprovado pelo Senado Federal, que autorizou a operação no começo do mês de agosto.

Edição: Lílian Beraldo

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