Brasil  

Rio de Janeiro: exemplo a seguir ou a evitar?

Fonte: Instituto Liberal

A última sexta feira, 31 de maio, foi mais um dia terrível para a segurança pública do Rio de Janeiro.  Primeiro, ficamos sabendo que várias delegacias de polícia da cidade resolveram “enforcar” a sexta-feira e simplesmente não abriram as portas naquele dia.  Ao colocar o diletantismo à frente da obrigação, essa gente demonstra em cores vivas como vastas parcelas dos servidores públicos brasileiros não se pautam exatamente por princípios, mas pela absoluta falta deles.  Delegacias fechadas, qualquer que seja o dia da semana – útil, sábado, domingo ou feriado -, não é coisa de terceiro-mundo, mas de quarto, quinto, sexto-mundo.

Naquele mesmo dia, mais um turista estrangeiro foi ferido gravemente ao visitar a favela da Rocinha, na Zona

Sul da cidade.  O turista alemão foi atingido no braço, no tórax e ainda teve o fígado perfurado. Ele passeava na Rocinha com um amigo quando foi surpreendido por um homem armado.

Assim que li essas notícias, lembrei-me de um artigo chocante que havia lido no dia anterior, na revista americana Slate. Nele, a festejada jornalista Anne Applebaum fala maravilhas do Brasil e, particularmente, do Rio de Janeiro.  O título e o subtítulo da matéria são apologéticos: “Brazil’s Special Miracle –  Why aren’t Brazilians more willing to promote the secrets of their success?” (O Milagre Especial do Brasil – Por que os brasileiros não promovem com mais vontade os segredos de seu sucesso?).

A autora consegue, em poucas linhas e com conhecimento evidentemente superficial, falar maravilhas do (incipiente) empreendedorismo brasileiro, do (fracassado) programa de biocombustíveis,  do (assistencialista) Bolsa-Família, da vida nas favelas, da liderança do Brasil entre os chamados “não alinhados” e da inspiração que o exemplo do país deveria tornar-se para outros países pobres.

Francamente, dona Anne, a senhora só pode estar brincando.

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