Renan Calheiros planeja sua volta à presidência do Senado

Renan Calheiros decidiu ignorar a provável reação negativa da opinião pública sobre as denúncias que quase resultaram na cassação de seu mandato em 2007, e planeja voltar à presidência do Senado. A ideia do líder do PMDB ganhou força após o ex-presidente Lula (seu maior cabo eleitoral junto à presidente Dilma) aparecer cumprimentando Paulo Maluf, denunciado pelo Ministério Público por suposto desvio de verba da prefeitura de São Paulo.

O PMDB receia que a volta de Renan Calheiros coloque outra vez o partido na berlinda, e considera o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, uma melhor alternativa.

O partido teme ressucitar as denúncias feitas contra Renan Calheiros em 2007 de que, o então presidente do senado, teria suas despesas pessoais pagas pelo lobista de uma empreiteira. A denúncia custou a Renan a presidência do Senado.

Aliados de Edson Lobão admitiram que Renan tentará até a última hora encarar a disputa. Renan e seu grupo já admitiram o risco de desgaste para todos, mas não pretendem abandonar a ideia e têm planos de negociar uma compensação.

Os prováveis candidatos do PMDB à presidência da câmara são os senadores Eunício Oliveira,Vital do Rêgo, Garibaldi Alves e seu primo Henrique Eduardo Alves.

De acordo com um aliado de Renan, Lula tem sido de extrema importância no esforço para convencer Dilma a aceitá-lo como presidente do senado. Assim como o PMDB, a presidente tem preferência por Edison Lobão e já ofereceu em troca apoio a Renan na disputa pelo governo de Alagoas em 2014.

“O interlocutor do Renan não é Michel Temer, nem José Sarney. É o Lula. Ele é o interlocutor que Dilma não tem com o Congresso. Já fez muito favor para a presidenta e vai fazer muito mais”, disse um aliado de Renan que não quis se identificar.

Além do episódio entre Lula e Maluf, outro fator que animou Renan a voltar à presidência foi a cassação de seu principal algoz, Demóstenes Torres.

Apesar de grande parte do PMDB ser contra Renan e à favor de Lobão, a tentativa de negociação de Dilma com Renan foi vista pelo partido como uma interferência no executivo.

No meio do projeto para eleger Lobão, crescem também outras especulações, como a de que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, assumiria o Ministério de Minas e Energia em 2014.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

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