Relógio do Apocalipse é adiantado e deixa humanidade mais perto da extinção

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timthumb.phpMembros da organização Boletim de Cientistas Atômicos (BAS, na sigla em inglês) adiantaram em dois minutos o Relógio do Apocalipse, que mede o quanto a humanidade está próxima da extinção.

O relógio agora está marcando três minutos para meia-noite, o horário mais alarmante desde o final da Guerra Fria, quando o mundo vivia sob o risco de uma guerra nuclear. Segundo os cientistas da BAS, desta vez a ameaça agora é outra: as mudanças climáticas.

“Isto é sobre o fim da civilização como nós a conhecemos. A probabilidade de uma catástrofe global é muito alta, e as ações necessárias para reduzir os riscos são urgentes. As condições são tão ameaçadoras que estamos adiantando o relógio em dois minutos. Agora faltam três para a meia-noite”, disse Kennette Benedict, diretora-executiva do BAS.

Em comunicado, a BAS afirmou que a emissão de gases causadores do efeito estufa na atmosfera está fazendo o planeta sofrer climas extremos que já estão afetando a população. No documento, a associação faz duras críticas aos líderes globais que “falharam em agir na velocidade ou escala requerida para proteger os cidadãos de uma potencial catástrofe”.

Em entrevista ao jornal Globo, o ambientalista Fabio Feldmann disse que o alarme não é um exagero e que a ameaça é real. “Se há um ano eu falasse sobre os riscos da crise hídrica em São Paulo, seria tachado de apocalíptico, mas veja a situação agora”.

Ameaça atômica ainda existe 

A associação também alertou que as armas nucleares ainda são uma ameaça. Isso porque alguns países, principalmente EUA e Rússia, estão modernizando seus arsenais nucleares, quando deveriam estar reduzindo-os.

Segundo a BAS, existem cerca de 16.300 armas nucleares no mundo, sendo que 100 já seriam o bastante para causar danos de longo prazo à atmosfera do planeta. “O processo de desarmamento chegou a um impasse, com os EUA e a Rússia aplicando programas de modernização das ogivas, minando os tratados de armas nucleares e outros detentores se unindo nesta loucura cara e perigosa”, disse a associação.

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