Reforma política já motiva brigas no PT e rebelião do PMDB

A Câmara de Deputados criou o grupo de trabalho que tem a função de elaborar a proposta para a reforma política. Apesar do debate só começar em agosto, após o “recesso branco” do Congresso que começa nesta quarta-feira, 17, os temas já suscitam debate e brigas entre petistas. Os assuntos em evidência são fim da reeleição e “doações ocultas” às campanhas, as doações feitas diretamente por empresas a partidos,  que dividem a opinião dos parlamentares.

Não há consenso na Câmara e parece cada vez mais difícil acreditar em uma reforma ampla. O PT apresentou proposta de decreto legislativo sobre o plebiscito, que foi descartada, e os aliados criticaram o grupo de camuflar a sugestão de financiamento público de campanha.

Racha no PT

O racha no PT já existia por disputa sobre vaga no grupo de trabalho entre Henrique Fontana e Cândido Vaccarezza.  O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), indicou que ambos participassem, mas manteve Vaccarezza como coordenador do debate e  Fontana acabou substituído por Ricardo Berzoini.

“A bancada me escolheu para integrar o grupo e o presidente desrespeitou essa escolha, gerando uma regra casuística. Até agora ninguém sabe por que o PT passou a merecer duas vagas”, disse Fontana à Folha de S. Paulo, que apontou ser objetivo de Alves criar um racha no partido.

Reeleição e doações aos partidos

O PMDB defende o fim da reeleição e começa a ganhar apoio da resistência do PT, de Aécio Neves e Eduardo Campos. A regra, porém, só valeria em 2018.

Alves defendeu também a proposta sobre doações para partidos e não para candidatos, o que traria mais transparência, segundo ele.  Desta forma, ficaria a cargo dos partidos fazer a distribuição dos recursos.

Hoje, os candidatos passam a conta dos partidos, que repassam as doações, o que não permite apontar o caminho feito pelos recursos.

‘Recesso Branco’ no Congresso

Em meio ao clima tenso, nesta quarta-feira, 17, o Congresso inicia “recesso branco”, pausa parlamentar por 15 dias. O período recebe este nome pois os parlamentares suspenderam as atividades legislativas sem votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que é requisito para que haja o recesso oficial, que estava previsto para começar nesta quinta. A agenda positiva de projetos que daria resposta aos protestos fica para agosto.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

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