Reflexões eleitorais: faça as suas!

Foto Perfil“A Reforma Política é importante, mas nenhuma reforma será maior do que a conscientização popular.”
(Victor Accioly – foto)

Você sabia que na última eleição (2012) somente 81,84% dos eleitores comparecerem para votar no Estado do Rio de Janeiro, dos quais 13,22% votou em branco ou anulou o voto? Isto significa que dos 11.893.309 eleitores aptos a votar em 2012, 3.445.850 (28,97%) não escolheram um candidato ou partido…

A situação é ainda mais preocupante se considerarmos que, na última eleição para deputado federal (2010), somente 69,11% dos eleitores escolheram um candidato ou partido. Entretanto, observe a contradição, os deputados federais possuem papel fundamental para análise e aprovação de matérias importantes para o país, como a reforma política, exigida nas manifestações populares de junho do ano passado por milhares que foram as ruas protestar. Devido à importância do cargo, não deveria a população fazer questão de escolher seu representante?

Ora, dado que o percentual médio de ausências dos deputados eleitos pelo Rio de Janeiro nas sessões deliberativas é de cerca de 16%, independentemente do motivo, sendo que houve apenas 370 sessões em 3 anos e 8 meses e que o custo mensal de cada deputado representa para o país R$ 166.512,09, é até compreensível que 4.135.220 pessoas tenham se negado a escolher um candidato.

Só que enquanto a presença e o número de votos caem, os custos das campanhas eleitorais não para de subir… Segundo dados divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a soma do limite de gastos das campanhas de todos os candidatos já registrados na Justiça Eleitoral em 2014 é de R$ 73,9 bilhões, onde há quatro anos a soma dos tetos de despesa foi de R$ 48,4 bilhões.

Mas sejamos sinceros, basta refletir um pouco e fica claro que, sem perceber, incentivamos a corrupção. Talvez nem todos concordem, mas o fato é que as despesas de campanha e as campanhas milionárias são de conhecimento público. Será que faz sentido um candidato gastar milhões para ser eleito para, em tese, defender o interesse público quando o salário que receberá não passará de 1,5 milhão por 4 anos de trabalho?

Em matéria publicada no Jornal O Globo, o juiz Marlon Reis, do Movimento de Combate à Corrupção (MCC), afirmou que todos os escândalos republicanos no Brasil estão ligados aos financiamentos aos políticos e às campanhas, que compelem os políticos a competir sempre por mais recursos que vem predominantemente das empresas privadas que operam com o governo e também das empresas públicas. Os candidatos eleitos gastam cinco vezes mais do que os não eleitos…

Há ainda um outro aspecto, nem sempre podemos acreditar nas informações declaradas pelos candidatos à justiça eleitoral, precisamos fiscalizar e ajudar os tribunais eleitorais a encontrarem indícios de fraudes nas prestações de contas.

Entretanto, ser honesto não basta. Precisamos de políticos comprovadamente competentes para propor e aprovar leis que diminuam o Custo Brasil, aumentem a competitividade dos nossos produtos no exterior, incentivem a inovação tecnológica e fortaleçam a educação. Infelizmente nossa economia não passa por uma boa fase e as perspectivas são desanimadoras, mais do que nunca precisaremos do Congresso Nacional.

Imagine como seria se votássemos somente em pessoas que conhecêssemos minimamente, a quem acreditássemos poder confiar a administração de nossos bens, o que aconteceria? E se aqueles que não se identificassem com nenhum candidato resolvessem se candidatar?

Candidato a deputado federal com a campanha baseada no boca-a-boca e focada no mundo virtual, onde o carro chefe é seu site victoraccioly.com.br, Victor Accioly tem dito, reiteradamente, que, por ser contra as campanhas milionárias, e por respeitar aqueles que “vivem” com um salário mínimo, optou por não gastar mais do que R$ 724,00 na sua campanha para deputado federal. Eleições deveriam ser decididas por ideias, propostas e compromissos, não por verbas, acrescentou  Victor Accioly.

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Victor Accioly

Engenheiro de produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro;
Mestre em Ciências da Administração pelo Instituto COPPEAD/UFRJ na área de Finanças e Controle Gerencial;
Professor colaborador no MBA Executivo do COPPEAD e no curso de graduação em Administração da FACC/UFRJ;
Dentre os cursos de extensão destacam-se o de Habilidades Integradas, cursado em Harvard, com foco no tripé Política, Educação e Meio Ambiente, e o de Desenvolvedor de Softwares pelo Instituto de Formação e Internet.
Ex Subprefeito e Administrador Regional da Ilha do Governador entre os anos de 2010 e 2012;

 

Fontes: Câmara dos Deputados e ONG Transparência Brasil

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Um comentário para “Reflexões eleitorais: faça as suas!”

  1. ⇒ Frank Washington disse:

    Meu candidato, esses cara é bom