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Recuperação de Schumacher se torna cada vez mais improvável

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O burburinho dos repórteres já cessou em frente ao University Hospital Center, na França, onde o ex-campeão de Fórmula 1, Michael Schumacher, está internado depois de sofrer um acidente de esqui, em dezembro. Segundo sua empresária Sabine Khem, o estado de saúde do ex-piloto de Fórmula 1 está estável, mas ele continua em coma induzido. Seus médicos tentaram tirá-lo do coma artificial este mês, mas desistiram após “complicações” não detalhadas pelo hospital.

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Médicos em Grenoble, a porta de entrada para os resorts de esqui mais conhecidos da França, dizem que centenas de esquiadores chegam ao hospital com contusões e ferimentos na cabeça, e que muitos permanecerão em coma por longos meses ou até anos. Quanto mais tempo permanecem nesse estado vegetativo, mais improvável se torna a sua recuperação. No caso de Schumacher, o que se sabe é cada vez mais deprimente, pelo menos quanto a suas perspectivas de conseguir uma recuperação física e mental completa, ou mesmo de escapar de comprometimentos de longo prazo.

Os ferimentos de Schumacher requisitaram duas operações em suas primeiras 36 horas no hospital, para remover coágulos de sangue no seu cérebro. Uma declaração dos médicos após a segunda operação informou que os exames revelaram outros coágulos em áreas mais profundas do cérebro não acessíveis a cirurgia. Esses coágulos profundos e inoperáveis, disseram médicos especialistas, representam a ameaça mais séria para a recuperação de Schumacher.

A família e médicos de Schumacher decidiram não dar atualizações regulares sobre seu estado de saúde, o que traz dúvidas sobre suas chances de recuperação.  Eles também pediram privacidade aos inúmeros jornalistas que se amontoavam na porta do hospital nas primeiras semanas após o acidente.

“Se eles não estão divulgando boas notícias, é porque não há nenhuma, então isso é uma notícia muito ruim, na verdade”, disse Gary Hartstein, um anestesista americano em Liège, na Bélgica, que atuou por oito anos como chefe da unidade médica da Fórmula 1, até 2012. ”Após oito semanas, se não houver nenhum sinal de que o paciente vai acordar, o que a maioria das pessoas faz é desconectar [as máquinas que o mantém vivo]“, acrescentou.

Felipe Massa, ex-colega de equipe de Schumacher, foi convidado pela família do ex-piloto a visitá-lo e conversar com ele. Massa, que sobreviveu a um ferimento grave na cabeça quando uma mola pesada de outro carro se soltou e atingiu seu capacete durante uma corrida na Hungria, em 2009, disse que passou bastante tempo com o amigo, contando histórias sobre seu carro e  sua nova equipe, a Williams. “Falei bastante e pedi para que ele acordasse várias vezes”, relatou o piloto.

 

 

Fontes: The New York Times-Two Months After Michael Schumacher’s Ski Accident, Hopes for His Recovery Dim

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