Brasil  

Quem apostou contra o Brasil ganhou dinheiro, contradizendo Lula

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Ao contrário do que disse o ex-presidente Lula em 2009, quando afirmou que “quem apostar contra o Brasil vai quebrar a cara”, quem apostou contra a economia brasileira no momento certo ganhou dinheiro, como mostram os números de um dos mais respeitados fundos do mercado, o Credit Suisse Hedging-Griffo Asset Management. Na introdução de um recém-publicado relatório deste fundo, seu gestor Luis Stuhlberger explicou como conseguiu o invejável retorno de 5,90% para seus investidores no primeiro semestre deste ano. As informações são do blog do economista Mansueto de Almeida:

“A performance em ações em um semestre terrível como o que passou foi alcançada com a baixíssima exposição a empresas brasileiras e com a substituição destas por um portfólio global, o que se provou uma excelente estratégia defensiva.

Estamos satisfeitos por termos conseguido preservar o patrimônio dos cotistas em um cenário tão adverso. Isso foi possível por termos uma visão fundamentalista negativa do Brasil há mais de três anos, o que nos permitiu montar posições de hedge em juros e câmbio, além da baixa exposição ao mercado acionário brasileiro”.

A moral da história é que, aqueles que confiaram nas declarações otimistas da equipe econômica brasileira sobre equilíbrio fiscal, recuperação das exportações, dólar estável, aumento do investimento público, redução do Custo Brasil etc, quebrou a cara.

BRICs perderam US$ 13,9 bilhões este ano

Em uma matéria publicada no último dia 11 de julho, a agência Bloomberg declara que a lua de mel de 10 anos entre investidores e os quatro maiores mercados emergentes do mundo chegou ao fim, como mostra a fuga de capital dos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). A falta de confiança do mercado nos BRICs afundou suas ações, títulos e moedas pela primeira vez desde 2006, diz a Bloomberg.

Somente este ano, investidores retiraram US$ 13,9 bilhões de capital de fundos mútuos investidos nos quatro países, ou 27% do montante que entrou desde 2005, de acordo com a EPFR Global, uma consultoria. O índice MSCI BRIC caiu 12% no último trimestre, enquanto as moedas caíram 4,1% em relação ao dólar e títulos de governos perderam uma média de 0,6%, a única correlação pessimista deste tipo em dados compilados pela Bloomberg nos últimos sete anos.

No Brasil, a aceleração da inflação, o fraco crescimento econômico e protestos violentos continuam afastando os investidores, enquanto a especulação sobre a redução dos estímulos do Federal Reserve (banco central americano) estimula a retirada de capital dos mercados emergentes em todo o mundo.

 

 

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