PT pede mudanças na política e ajustes na economia

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O Partido dos Trabalhadores defende que o governo Dilma adote mudanças políticas quanto a alianças partidárias e ajustes na economia como prioridades para o segundo semestre. As medidas foram discutidas no sábado, 20, durante reunião do Diretório Nacional do partido em Brasília sobre texto a ser entregue ao governo.

O documento ainda deve ser validado pelo conselho executivo do PT. Segundo o texto, a onda de manifestações deve se estender até 2014: “nada indica que haverá refluxo das manifestações principalmente em ano eleitoral”.  No texto, a cúpula cobra aproximação do PT aos movimentos sociais e a recuperação da credibilidade do partido e das instituições políticas.

Entre as críticas feitas pelo partido estão: a autorização dos governadores Geraldo Alckmin e Sérgio Cabral à repressão violenta das manifestações e sobre a política econômica, que tem se baseado em juros altos, busca pelo maior superávit fiscal e cortes nos gastos públicos.

O PT defende tributação diferenciada para os setores mais ricos e redução de lucro corporativo em contratos com o governo, assim como pede a criação de um plano de erradicação da corrupção com divulgação de balanços a cada 10 anos.

Para se aproximar de grupos sociais, o PT sugere recomposição de fórum nacional de lutas e estímulo ao ato “Grito dos Excluídos”, que ocorrerá em 7 de setembro.

Alianças políticas

O documento cobra ainda rompimento do partido com aliados conservadores em prol da reforma política, sem citar o PMDB, que é o principal aliado dos petistas. “Vitoriosos nas eleições de 2002, mas sem condições de formar uma maioria parlamentar de esquerda, o PT e o governo tiveram de executar uma política de reformas baseada em alianças cujos parceiros não se dispunham, nem se dispõem, a romper com os limites da institucionalidade conservadora”, explica Rui Falcão, presidente nacional do PT.

 

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