Brasil  

Protestos na Copa não terão apoio da classe média, diz ‘Economist’

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timthumb.phpUma reportagem publicada na revista britânica Economist nesta quinta-feira, 29, descarta as chances de ocorrerem protestos durante a Copa do Mundo no Brasil com a mesma magnitude daqueles que ocorreram no ano passado.

A reportagem aponta dois fatores que contribuem para isso: a perda do apoio da classe média e a mudança no perfil dos manifestantes.

Segundo a revista, a maioria dos manifestantes do ano passado eram estudantes universitários de classe média que protestavam contra a corrupção e por melhorias nos serviços públicos. Eles rejeitavam a representação político-partidária e atos de violência durante as passeatas.

Contudo, a reportagem diz que o perfil dos atuais manifestantes mudou, assim como a natureza dos protestos. Hoje, os protestos são liderados por movimentos sociais e black blocs, cujas táticas extremas não têm o apoio da maior parte da população. Além disso, o foco dos protestos deixou de ser social e se tornou político.

O texto cita como exemplo uma pesquisa feita no início deste ano pelo Datafolha que mostra que o apoio dos paulistanos às manifestações caiu. De acordo com a pesquisa, em junho do ano passado, 89% dos paulistanos apoiavam as manifestações, percentual que caiu para 52% este ano.

A forma com que o governo está lidando com os protestos também mudou. Preocupados com a queda na popularidade, governadores de vários estados estão orientando e treinando a polícia para lidar com as manifestações de forma inteligente, sem abusar da violência.

A revista finaliza a reportagem dizendo que a soma desses fatores torna improvável que ocorram protestos de grandes dimensões durante a Copa, pois a grande protagonista das manifestações, a classe média, vai estar em casa, assistindo os jogos.

 

Fontes: the Economist-Cheering for Argentina
www.opiniaenoticias.com.br

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