Proibir empresas de financiar campanhas não põe fim ao caixa dois, diz oposição

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A oposição criticou duramente o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu doações feitas por pessoas jurídicas a candidatos em campanha eleitoral. Na última quarta-feira, 02, a maioria dos ministros do STF se posicionou a favor da proibição.

O líder do PSDB, Aloysio Nunes, disse que a medida não vai impedir que candidatos governistas façam uso de caixa dois. Segundo ele, a proposta apenas fará com que as doações sejam feitas “por baixo do pano”.

“Duvido que tenhamos aqui senadores que não tenham pedido anteriormente recursos para campanha eleitoral de pessoa jurídica. Quem está no governo tem mil e uma formas de pressionar o mundo empresarial para obter financiamento por baixo do pano, ou não?”, disse Aloysio.

O líder do PSDB lembrou que a proibição de doações feitas por pessoas jurídicas vigorou durante todo o Regime Militar e foi extinta apenas em 1993, durante a CPI do PC Farias. Com o fim da proibição, o financiamento passou a ser feito “à luz do dia”.

O líder do DEM, Mendonça Filho, também criticou a proposta. Segundo ele, o STJ “está invadindo um assunto que diz respeito ao Legislativo”. Mendonça classificou a proposta como “um tremendo erro” e disse que se a decisão do STJ for confirmada, a legislação eleitoral irá retroceder décadas.

Os parlamentares governistas, por sua vez, acreditam que a proibição será um grande avanço para a Reforma Política. “Um dos itens essenciais dessa reforma diz respeito ao financiamento de campanha. A continuarem as coisas como estão, teremos, cada vez mais, campanhas mais caras e desiguais, com maiores problemas de financiamento”, disse a senadora Gleisi Hoffmann.

Fonte: Opinião & Noticia

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