Brasil  

Proibido, JK se disfarçava para ver Brasília

Fonte: zedirceu.com.br

Tão ou mais dramática do que a… Tão ou mais dramática do que a história nacional, lembrou a Rede Band em seu noticiário sobre o aniversário de Brasília (leia nota acima), é a do Distrito Federal com seus próprios políticos.

Um de seus senadores, Luiz Estevão (PMDB-DF) foi cassado por corrupção; outro, José Roberto Arruda (PSDB-DF), renunciou por envolvimento no episódio de violação do painel de votação do Senado; um terceiro, Joaquim Roriz (ex-PMDB, agora PSC-DF) renunciou ao mandato de senador no bojo de outro escândalo de corrupção.

Como fecho mais do que trágico disso tudo, o próprio José Roberto Arruda, eleito governador em 2006 pelo DEM foi afastado, preso por dois meses na Polícia Federal e cassado como figura central de um esquema de arrecadação de dinheiro de fornecedores do governo e pagamento de propina a aliados. O mesmo escândalo obrigou seu vice, Paulo Octávio, a renunciar.

Ex-presidente tinha Brasília como uma filha

Com a apresentação do ex-presidente Juscelino Kubitschek em pronunciamentos e entrevistas de arquivo, a Rede Record apresentou, ainda, um dos episódios mais constrangedores impostos a JK pela ditadura militar. Uma prima sua, Juliana dos Santos, lembrou que além de cassar-lhe o mandato de senador, suspender os seus direitos políticos por 10 anos e exilá-lo, a ditadura também o proibiu de entrar na cidade.

Ele não conseguiu acatar a proibição: de sua fazenda em Luziânia (GO) ele seguia de carro à noite, entrava em Brasília, disfarçava-se com um chapéu e chinelos e subia a torre de TV para ver a cidade toda. “Era emoção só, incontida. Brasília para ele era como se fosse uma filha mesmo”, contou Juliana.

A Band encerrou seu noticiário sobre o aniversário de Brasília transmitindo um apelo dos moradores da capital: que a cidade não seja penalizada nem estigmatizada pelo que fizeram os políticos eleitos por ela.

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