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Portugal: Militares proibidos de usar tatuagens e maquilhagem

Jornal Correio da Manhã – Não há qualquer margem para dúvidas. Os militares do sexo masculino estão expressamente proibidos de usar maquiagem e pintar as unhas. A norma consta de um despacho do Chefe do Estado-Maior do Exército, general Pinto Ramalho, que entrou em vigor no passado dia 1. O objetivo é apertar as regras de apresentação dos militares.
“Não é permitido o uso de qualquer tipo de maquiagem. Esta é uma das normas destinadas aos militares do sexo masculino, expressa no documento a que o Jornal Correio da Manhã teve acesso, e onde nada foi deixado ao acaso. As unhas devem apresentar-se limpas e cuidadas, não podendo ser pintadas e não devendo, em comprimento, exceder três milímetros, medidos desde a ponta dos dedos.
Para as mulheres as regras são menos apertadas. É permitido o uso de maquiagem discreta e as unhas podem ser “pintadas em tom discreto”. O mesmo acontece com os adornos. As militares estão autorizadas a usar “um brinco no lóbulo inferior de cada orelha, de configuração discreta e sem fantasias ou pendentes”.
O presidente da Associação Nacional de Sargentos (ANS), António Lima Coelho, teve a seguinte reação: “isto é cair no ridículo. Sempre imperou o bom-senso, não vejo a necessidade de se instituir regras que vão a ponto de proibir a maquiagem para os militares do sexo masculino. Até parece que não têm coisas mais graves em que pensar como o atraso no pagamento”, afirmou.
TATUAGENS E PIERCINGS
O Exército proíbe ainda tatuagens, piercings ou outras formas de arte corporal que sejam visíveis quando uniformizados. Os militares quando em serviço que ostentem tatuagens, sem estarem de acordo com o determinado e que não possam ser removidas sem recurso a um procedimento médico-cirúrgico, terão de declará-las no prazo de trinta dias. Mas as tatuagens com “conteúdos discriminativos em função do gênero, religião, raça, nacionalidade ou etnia (…) são obrigatoriamente removidas pelos meios adequados”.
Questionado pelo Correio da Manhã, o Exército afirmou que todos os chefes militares já providenciaram despachos que uniformizam as normas e procedimentos a cumprir no que concerne à apresentação dos militares”.
TRADIÇÃO DE ÁFRICA
Durante a Guerra Colonial, tornou-se comum o uso de tatuagens entre os militares portugueses, nomeadamente nos braços e nas mãos. As tatuagens, muitas feitas de forma rudimentar, a base de tinta-da-china e a uma agulha, eram dedicadas à família ou simplesmente para registrar a sua presença na África.
OUTRAS DETERMINAÇÕES
CABELO
As militares cujo cabelo quando solto ultrapassarem a base do colarinho da camisa, devem usá-lo presos na nuca com um adorno discreto, do tom do cabelo ou de cor escura.
ADORNOS
Os militares de ambos os sexos estão autorizados a usar cordões que não sejam visíveis quando uniformizados e pulseiras de feitio discreto e sem pingentes. Não podem usar anéis.
SEGURANÇA
Não é permitido o uso de adornos que possam colocar “em risco o serviço e a segurança no trabalho” ou que contenham símbolos de natureza ofensiva.
REGRAS DE APRESENTAÇÃO
O chefe do Estado-Maior do Exército, general Pinto Ramalho, aprovou um despacho com as regras de apresentação e atavio do pessoal militar. O documento entrou em vigor dia 1 de Abril.
HOMEM
Cabelo – quando pintado, deve apresentar uma cor natural e discreta, não sendo permitido o uso de madeixas
Adornos – não é permitido o uso de brincos nem qualquer tipo de maquiagem
Unhas – as unhas não podem ser pintadas nem exceder os três milímetros
Barba ou bigode =- devem ser aparados e apresentar uma cor natural
MULHER
Cabelo – o comprimento da franja, quando solta, não deve exceder a linha das sobrancelhas
Brincos – é permitido o uso de um brinco no lóbulo inferior de cada orelha de configuração discreta
Fios – não é permitido o uso de fios visíveis quando uniformizada
Piercings e tatuagens –  Não são permitidos piercings nem tatuagens visíveis quando uniformizada
Maquiagem – permitido o uso discretamente

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