Por que os jovens estão perdendo interesse no Facebook?

Dados recentes da consultoria Piper Jaffray revelam que os adolescentes ficam cada vez menos no facebook e vem trocando esta rede social pelo Twitter e por aplicativos como o Whatsapp. O motivo é a ‘invasão’ de pais e familiares, que aumentaram a idade média dos usuários.

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A privacidade vem se tornando importante nos grupos. Um aplicativo  chamado Snapchat,  elimina as fotos e mensagens segundos depois de serem   vistas. Assim como colocar fotos em grupos é mais seguro do que  jogá-las no Facebook, deletá-las é ainda mais pertinente.

A valorização do Twitter observada pela Piper Jaffray coincide com os dados da Pew Center, que afirma que o uso da rede social aumentou em 50% entre os jovens, em comparação com 2012. O Brasil é o segundo país com mais usuários na rede social, sendo também um dos países mais engajados na rede.

Apesar do Twitter ter passado por um mau momento nos últimos anos, com dificuldades em engajar os usuários,  agora parece em recuperação. Até suas ações foram valorizadas ao serem abertas a público, e o diretor da rede no Brasil disse que “aos poucos os usuários estão entendendo melhor o Twitter”, que ele considera uma rede mais de informação do que social.

Outro aplicativo de bastante sucesso, que não é chamado de rede social – ainda – é o Whatsapp, que reúne mais usuários do que o Twitter. São mais de mais de 350 milhões em todo o mundo, enquanto que o Twitter tem 218 milhões. Além disso, os usuários mais engajados tem menos de 25 anos.

Acontece que, no Whatsapp, as mensagens são todas privadas, embora o número de pessoas no “chat” possa ser grande. Assim, os jovens tem mais liberdade do que na rede social que começou a ser dominada por seus pais. Isso sem contar que o aplicativo com menos recursos facilita o uso, e no celular, está presente o tempo todo.

Aos poucos, parece que os aplicativos vão se transformar em redes sociais, com a utilização de troca de imagens, grupos grandes nas conversas e a introdução de jogos, como é o caso dos orientais Kakao Talk (da Coreia do Sul), WeChat (China) e o Line (do Japão).  O uso dessas redes por adultos ainda não se tornou comum, mas é bem provável que os jovens migrem assim que seus pais criarem os perfis, incentivando uma lógica de dinamização e remodelagem do que conhecemos como rede social.

 

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