Por que não há Zuckerbergs, Jobs e Gates de saias?

Os EUA não produziram grandes líderes do sexo feminino na área da ciência da computação. Os ícones das novas tecnologias do Vale do Silício são todos homens: Bill Gates, Mark Zuckerberg, Steve Jobs etc. Tampouco a presença feminina vem aumentando nas empresas do setor. Ao contrário. Caiu de 30% há uma década para 27% nos dias atuais.

No principal emprego do setor, o de programador, menos de 10% dos funcionários das relativamente novas grandes empresas de tecnologia dos EUA, como Google, Facebook e Twitter, são mulheres. Os motivos para isso vão desde o fato de que os meninos ganham computadores e videogames mais cedo do que as meninas ao de que elas, na infância, divertem-se menos com brinquedos, como o Lego, que desenvolvem capacidades de raciocínio valiosas aos profissionais da área.

Brasileiras mais bem preparadas

 

As mulheres que entram neste universo masculino têm muitas vantagens. Além de o número de empregos criados nos setores abarcados pela sigla Stem (ciência, tecnologia, engenharia e matemática, em inglês) na última década ter sido três vezes maior do que nos demais setores, a média salarial feminina em setores Stem é de US$ 31,11 por hora, muito superior aos US$ 19,26 das mulheres de setores fora do Stem, e a diferença salarial entre os gêneros é muito menor, de 14%, enquanto a diferença de salários masculinos e femininos no restante da força de trabalho é de 21%.

Especialistas dizem que, nos EUA, esta tendência deve continuar na próxima década, e que esta lacuna pode ser preenchida por profissionais do sexo feminino de países emergentes, como Brasil, Índia e Malásia, que estão entre as nações que contam com meninas muito mais bem preparadas para lidar com as ciências da computação.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

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