PF prende o casal Anthony e Rosinha Garotinho

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Os ex-governadores do Estado do Rio de Janeiro Anthony e Rosinha Garotinho foram presos na manhã desta quarta-feira (22). O casal foi preso na Operação Chequinho deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (22).

A operação da PF está sendo realizada em Campos dos Goytacazes, no Norte do Estado do Rio. Um dos alvos da operação é o ex-secretário de governo da ex-prefeita Rosinha Garotinho. Os agentes realizaram buscas na casa do ex-secretário e ele foi levado para a sede da polícia federal na cidade.

Rosinha foi levada para a sede da Polícia Federal em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Anthony estava no Rio de Janeiro, em seu apartamento na Praia do Flamengo, na zona sul da cidade, quando foi detido. Garotinho foi governador do Rio entre 1999 e 2002 e deputado federal pelo Estado, além de ter exercido cargo de secretário municipal de Segurança em Campos.

A defesa do casal afirmou que só se pronunciará sobre as prisões quando tiver acesso aos documentos que embasaram os mandados de prisão.

<< Em 2016, Garotinho foi preso por coação de testemunhas e compra de 18 mil votos

Essa é a terceira vez que Garotinho é preso com base na Operação Chequinho. Levado pelos policiais em novembro do ano passado, ele logo conseguiu o benefício da prisão domiciliar. Semanas depois a decisão foi revogada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em setembro, o ex-governador do Rio foi preso pela Polícia Federal enquanto apresentava seu programa na Rádio Tupi, em São Cristóvão, na capital fluminense, mas estava em prisão domiciliar.

Cheque Cidadão

De acordo com a Justiça, quando era secretário de Governo da administração de Rosinha, em Campos, Garotinho desviou R$ 11 milhões do programa municipal Cheque Cidadão, de assistência a famílias carentes, para um esquema paralelo pelo qual candidatos a vereador distribuíam cartões eletrônicos, com R$ 200 cada, para potenciais eleitores. Foram cadastrados de maneira irregular, de acordo com a acusação, 17.500 eleitores. Com isso, segundo Manhães e o Ministério Público, o ex-governador pretendia garantir forte base de apoio ao seu candidato à prefeitura Dr. Chicão (PR), que acabou derrotado.

Em junho o Ministério Público pediu a prisão preventiva do ex-governador após uma testemunha da Operação Chequinho ter denunciado que sofria ameças do grupo político dele. Considerada testemunha-chave, Elizabeth Gonçalves dos Santos, ex-funcionária da secretaria municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Campos contou detalhes sobre o funcionamento do esquema depois de ter sido presa no ano passado.

 

Fonte: Congresso em Foco

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