PF aponta indícios de envolvimento de Padilha com doleiro

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Um relatório divulgado pela Polícia Federal aponta indícios de envolvimento do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha com o doleiro Alberto Youssef, preso durante a Operação Lava Jato.

A informação é baseada no conteúdo de 270 mensagens trocadas entre o doleiro e o deputado André Vargas (PT-PR) entre setembro de 2013 e março deste ano.

O deputado André Vargas teria dito a Youssef que Padilha indicou um executivo para o Labogen, laboratório do doleiro que teria sido usado no esquema de lavagem de dinheiro, que movimentou cerca de R$ 10 bilhões, segundo a PF.

O executivo indicado na mensagem é Marcus Cezar Ferreira de Moura, coordenador de promoção de eventos da assessoria de comunicação do Ministério da Saúde na gestão de Padilha.

Ainda de acordo com o relatório da PF, há “indícios que os envolvidos tinham uma grande preocupação em colocar à frente do Labogen alguém que não levantasse suspeitas das autoridades fiscalizadoras”.

A assessoria de Padilha negou as acusações. O deputado André Vargas também disse que não recebeu nenhuma indicação do ex-ministro.

As mensagens citadas pela PF também mencionam o deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP). A polícia acredita que o doleiro Alberto Youssef mantinha relações com Vaccarezza, “inclusive indicando que houve uma reunião na casa do deputado, reunião esta entre Alberto Youssef, o deputado André Vargas e Pedro Paulo Leoni Ramos”, ministro no governo Fernando Collor e diretor de uma empresa que é sócia oculta do Labogen.

Vaccarezza negou relações de amizade com Pedro Paulo Leoni Ramos e Alberto Youssef, e ainda que tenha realizado uma reunião em sua casa com os nomes mencionados na investigação da PF.

 

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