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Petrobras é o segundo caso de corrupção mais conhecido no mundo

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índiceUma votação popular internacional elegeu a Petrobras como um dos casos de corrupção mais conhecidos em todo o mundo. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (10) pela ONG Transparência Internacional.

O nome da Petrobras aparece em segundo lugar na relação dos maiores escândalos de corrupção no mundo. A lista inclui nove casos e faz parte da campanha “Desmascare os Corruptos”, da ONG Transparência Internacional.

A organização, que tem sede na Alemanha, faz relatórios anuais com índices de percepção de corrupção. Em termos de posições, só de 2014 para 2015, o país perdeu sete “lugares”. A organização já havia destacado o escândalo da Petrobras como uma das razões para a queda nas posições.

O cientista político Roberto Romano destaca que a operação Lava Jato mostrou para a sociedade desvios de bilhões e devoluções de milhões. “A corrupção está escancarada e o nível, até para termos brasileiros, é inédito. Isso reflete na avaliação negativa da presidente, do Legislativo e do próprio Judiciário”, explica.

A campanha internacional começou em outubro do ano passado. Ela recebeu denúncias de cidadãos de vários países, preocupados com o desvio de dinheiro público. Quase 400 casos foram citados. A votação pela internet colocou a Petrobras ao lado de grandes escândalos como o da Fifa e do ex-presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych.

O representante da ONG, Alejandro Salas, apontou que agora começa uma nova fase da campanha, que vai cobrar sanções sociais e políticas contra os envolvidos nos casos mais votados.

A ONG já está em contato com governantes da América Latina, onde as empreiteiras investigadas na Lava Jato também têm contratos, para apurar possíveis irregularidades. Alejandro diz que a ONG quer evitar que outros escândalos como da Petrobras se repitam.

A ONG já assinou uma carta de apoio às 10 medidas de combate à corrupção, apresentadas pelos procuradores do Ministério Público Federal, aqui no Brasil. Faltam menos de 200 mil assinaturas para alcançar a meta de 1,5 milhão, número mínimo para que essa proposta de iniciativa popular possa ser apresentada no Congresso.

Romano lembra que a pressão popular com as “Jornadas de 2013” impediu que pautas conservadoras e retrogradas fossem aprovadas. “De novo o que vemos é que projetos e reformas estruturais importantes estão engavetados. Sem essas reformas, não será possível combater a corrupção como se deve”, afirma.

  • Do Contas Abertas, com informações do Jornal Hoje

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