Petistas planejam boicotar ajuste fiscal de Dilma

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tim Membros do PT planejam boicotar as medidas provisórias de ajuste fiscal promovidas pela equipe econômica da presidente Dilma Rousseff.

Alguns parlamentares temem que o endurecimento do governo em relação a benefícios como seguro-desemprego e auxílio doença afetará negativamente sua popularidade e já apresentaram propostas para direcionar o reajuste fiscal às camadas mais ricas do país.

“O governo tem que redirecionar sua política em relação ao ajuste fiscal, tributar grandes fortunas. Não podemos brigar com nossas bases, estamos em conflito com a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e as centrais sindicais. Precisamos equilibrar para que os mais ricos paguem essa conta”, afirmou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), em entrevista ao jornal Globo.

Até o momento, das 435 emendas à medida provisória que restringe o acesso às pensões e ao auxílio-doença, 66 eram do PT, cerca de 15% do total. No caso das mudanças para o seguro-desemprego, foram apresentadas 201 emendas, 36 delas feitas por parlamentares petistas, o que corresponde a aproximadamente 18%.

Petistas culpam Dilma por menor popularidade

A taxação sobre as grandes fortunas é uma bandeira histórica do PT e ganhou força com a queda na popularidade do partido. Em uma pesquisa divulgada pelo Datafolha no último fim de semana, o percentual de eleitores que afirmam ter o PT como legenda preferida caiu de 22% para 12%. Já  a aprovação do governo Dilma Rousseff caiu quase 20%, de 42% para 23%.

Muitos petistas culpam Dilma pela queda na popularidade do partido. Durante a campanha para a reeleição em 2014, a presidente disse que não mexeria nos direitos trabalhistas “nem que a vaca tussa” e afirmou que seus adversários mexeriam.

Na pesquisa do Datafolha, seis em cada dez entrevistados disseram que Dilma mentiu durante a campanha presidencial. Para 46% do total, ela disse mais mentiras do que verdade. Outros 14% acreditam que ela só disse mentiras.

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