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Pesquisadores explicam geleira que ‘sangra’ na Antártida

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timtAs chamadas Cachoeiras de Sangue da Antártida intrigam cientistas de todo o mundo desde que foram descobertas, em 1911.

Porém, uma equipe de cientistas americanos conseguiu desvendar o mistério. O que jorra das cachoeiras, que têm a altura de um prédio de cinco andares, não é sangue, mas sim água rica em ferro. O líquido é originário da antiga água do mar, presa sob o gelo há 2 milhões de anos.

A descoberta foi feita durante um estudo da Universidade de Estocolmo, Suécia. O estudo teve início em 2004, quando os pesquisadores coletaram amostras da vida microbiana nas águas das cataratas.

A equipe, liderada pelo microbiologista Jill Muckuki, colheu amostras de uma veia profunda das cachoeiras. Para isso, foi usado um aparato chamado IceMole, uma comprida caixa retangular de metal com uma cabeça de cobre que derrete o gele à medida que é enterrada nele.

Os pesquisadores estão coletando mais amostras para analisar o conteúdo químico e a vida microbiana presente nas Cachoeiras de Sangue. O estudo foi publicado no periódico científico The Antartic Sun.

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