Brasil  

Pela redução da maioridade

Por Rodrigo Constatino – opiniaoenoticia.com.br

O tema da maioridade penal voltou ao debate com mais um crime cruel perpetrado por um jovem de 17 anos, que matou a vítima, outro jovem, mesmo sem tentativa de reação. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assumiu a postura que defende endurecer as penas previstas no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). A mesma esquerda de sempre reage.

Quais são os seus argumentos? O comentarista Kennedy Alencar, na rádio CBN, expôs hoje um resumo do que eles pensam. Kennedy enxerga os bandidos como “vítimas da pobreza” e acredita que a principal função da punição é “ressocializar” esses marginais. Por isso, devemos ter cuidado com o “oportunismo” gerado no “calor das emoções”. Ele está satisfeito com o ECA e não quer reduzir a maioridade penal (que é muito menor nos principais países desenvolvidos).

Segundo sua lógica, tal redução faria apenas com que os bandidos aliciassem pessoas cada vez mais jovens, de 14 ou 15 anos. Brilhante! Logo, posso concluir que Kennedy seria favorável até mesmo ao aumento da maioridade, para 21 ou quiçá 25 anos. Afinal, isso iria “proteger” os jovens, pela ótica dele. Como as prisões são “pós-graduação” no crime, mandá-los para lá só piora as coisas. Viva a impunidade!

O “calor das emoções”, no fundo, já passou para vários outros crimes semelhantes, e os familiares das vítimas continuam aguardando punição mais severa para os cruéis e frios assassinos de seus parentes. Ao tratar marmanjos assassinos de 17 anos como seres inimputáveis ou vítimas da sociedade, a esquerda acaba estimulando a criminalidade.

Curiosamente, a mesma esquerda pensa que tais “crianças” se tornam “adultos responsáveis” na hora das eleições, permitindo o voto a partir de 16 anos. É mais fácil vender utopia socialista para a garotada. Portanto, votar aos 16 anos pode; ir para a cadeia por estourar os miolos de um rapaz inocente, não!

 

Deixe um comentário

9 comentários para “Pela redução da maioridade”

  1. ? Helcio Gonçalves da Silva disse:

    TODA A VEZ QUE HÁ UM CRIME ESPETACULAR ENVOLVENDO MENOR DE IDADE O TEMA VOLTA PARA A MIDIDA E OS INTERESSADOS EM DESASSISTIR A JUVENTUDE PEDEM O SUPLICIO DOS MENORES SEM SE DAR CONTA DE QUE UM DIA JÁ FORAM MENORES DE IDADE E PASSARAM PELA EXPERIENCIA DE TEREM QUE AGIR SEM TER COM QUEM CONTAR PARA UM CONSELHO UMA SUGESTÃO OU MESMO UM AVISO DAS CONSEQUENCIAS.

    ORA SO SE PODE IMPUTAR RESPONSABILIDADE EM CAPAZ E MENOR DE IDADE É INCAPAZ POSTO QUE RESTA A ELE O CRESCIMENTO DE BOA PARTE DO SEU CORPO E A EVOLUÇÃO DA SUA MENTE É PELA CULTURA E AS BOAS COMPNHIAS POREM O ESTADO OMISSO DEIXA O MENOR POBRE SEM OS BENEFICIOS QUE DA AO MENOR RICO.

    SENDO O MUNICIPIO A CELULA MATER DA ORGANIZAÇÃO POILITO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO, TORNA-SE CAPITAL O QUE O ATUAL MOMENTO LHE RESERVA POIS É NESTE QUE OS FUNDAMENTOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE CIDADANIA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E LIVRE INICIATIVA PODEM SER APLICADOS A MÁXIMA EFICÁCIA. É NELE QUE RESIDE A JUVENTUDE PARA COM A QUAL HÁ DE SE BUSCAR O RESGATE ÉTICO DA DIVIDA CRIADA PELAS GERAÇÕES QUE A ANTECEDERAM POR HAVEREM PERMITIDO A SUA VULNERABILIDADE AOS INTEMPÉRIES SOCIO ECONOMICOS E AS DROGAS.

    CABE A SOCIEDADE PAGAR O PREÇO POIS É ELA A SOCIEDADE A CULPADA DE TUDO.

    CRIME É O TERMOMETRO QUE MEDE O EQUILIBRIO OU O DESEQUILIBRIO DE UMA SOCIEDADE,

    HELCIO GONÇALVES DA SILVA

  2. ? Antonio Tavares disse:

    É óbvio que só a redução da maioridade penal não vai resolver o problema. Bem como o ECA não resolveu nenhum problema, só aumentou. Falar que crime é problema social é preconceito contra o pobre, pois tem muito filhinho de papai queimando mendigo, traficando drogas, etc. Existe uma crise moral no país de inversão de valores. Para mim não existem direitos sem deveres. Temos que lembrar que punição também é educativa. Não se pode passar as mão na cabeça de quem comete crimes. Acho que esse ECA é um grande equívoco. Temos que garantir os direitos de todos os cidadãos brasileiros por igual independente de idade, raça ou condição social e não deixar uns com mais direitos que outros. O ser humano não se torna adulto de uma vez como uma borboleta que sai de uma crisálida. Seu amadurecimento é gradual. As penas deveriam ser graduais levando em conta a idade do indivíduo. Não se pode tratar uma pessoa de 17 anos igual a uma de dez. A idade menor poderia ser um atenuante gradativo da pena. O que não se pode é recompensar o criminoso com impunidade. Não importa qual seja o crime. O país só vai mudar se combatermos a impunidade em todas as escalas. /temos que recompensar quem age corretamente, com ética.

  3. ? Inaiá Maria Ribeiro Lopes disse:

    Não sou a favor da redução da maioridade simplesmente para apenar os menores infratores, mas sim para alterar o conceito de maioridade e assim abrir a possibilidade punição adequada ao menor infrator/criminoso, responsável por crimes bárbaros, independentemente da idade cronológica. Assim, acho eu, a redução da maioridade seria diretamente proporcional ao caráter/gravidade da infração/crime cometido.

  4. Interessante verificar na CRFB/88: QUAL O ÓRGÃO DISPOSTO A FAZER A PEC?

  5. ? Victor Bacellar disse:

    Enquanto não tivermos a redução da maioridade penal o Brasil será um celeiro de criminosos. Nos E.U.A crianças de 11 anos são enviadas para a prisão por crimes cometidos contra a população. Quando um menor é preso aqui no Brasil o seu primeiro argumento é: “Sou di menor”. Esse é o álibe para continuar cometando estupros, assassinatos, roubos, tráficos e toda a sorte de contravenção. O menor de hoje poderá ser o político de amanhã.

  6. ? Jose Carlos disse:

    A propria lei esta tornando esses marginais em monstros ,estimulando a criminalidade sob uma falsa idéia de inconstitucionalidade ,cláusula pétrea,Vejamos amigos.

    o Artigo 5 da cf no seu tema principal diz ” Segurança e vida sao garantias individuais inviolaveis e só depois em um ponto inferior denomunado ” Nos termos ” é que vem ” Não havera carcere perpétuo ” porém sem as palavras ,garantia e inviolavel,agora pergunto como segurança e impunidade podem ser consideradas cláusulas simultâneas?

    Quem comete crime viola clausulas maiores e não pode ser protegido por uma clausula pétrea,visivelmente nem a prisão perpétua nem a redução penal ferem cláusulas pétreas

  7. ? Neuton Reis disse:

    Achei muito interessante BRASIL EM FOCO. Nõão consegui me cadastrar. O sistema não aceitou.

  8. ? J.Cardoso disse:

    Gostaria de saber se depois que toda a família de Kennedy Alencar, José Eduardo Cardozo, Maria do Rosário etc. fosse trucidada pela bandidagem de menor idade, em liberdade, se eles teriam coragem de falar em ressocialização ou em inconstitucionalidade da redução penal dos infratores menores de idade, como se manifestou o ministro. O ministro de Justiça é mais um hipócrita defensor dos direitos humanos dos bandidos como o é a secretária dos Direitos Humanos, a outra petista Maria do Rosário. A alteração da Constituição se faz através de aprovação de PEC. Este país não tem jeito. A segurança do cidadão não pode continuar sob o controle de meia dúzia de políticos ou magistrados covardes, frouxos e fariseus que se arvoram no direito de dar as cartas na mesa. O povo precisa sair de seu comodismo para enfrentar essas fístulas que operam na contramão da vontade social. Aliás, a responsabilidade penal deveria começar desde o nascimento do indivíduo, para que a família já se preocupasse com a educação de seus filhos. Os menores de hoje são muito mais espertos – pela gama de informações que têm – do que os de antigamente. É verdade que, por problemas sociais, é grande a quantidade de menor infrator. Mas o menor está se aproveitando da leniência legal para praticar crimes, e isso tem que ter um basta.

  9. ? Sandro Diniz disse:

    Já passou da hora de criamos um movimento popular para forçar o congresso a rever e alterar a maioridade penal.
    Se fala muito e não fazem nada. Gostaria de vê políticos sérios assumindo esta bandeira em palanque …tenho certeza que seria eleito com expressivo números de votos.