Paulinho acusa PT de articular saída de Lupi do Ministério do Trabalho

Para deputado, Comissão de Ética foi ‘influenciada’ a recomendar demissão. Objetivo seria ocupação da pasta pelo PT, ligado a central sindical CUT.

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, afirmou nesta segunda-feira (5), após reunião da Executiva do partido, que o PT articulou a saída de Carlos Lupi do comando do Ministério do Trabalho. Segundo ele, petistas influenciaram, sem o conhecimento da presidente Dilma Rousseff, a Comissão de Ética Pública da Presidência a recomendar a demissão de Lupi.

“Tem todo um trabalho que foi feito para ter uma decisão sem até a presidente saber. Mas tudo bem, isso faz parte do jogo político. Tem gente do PT que tentou organizar essa saída do ministro Lupi. Vamos deixar isso para lá e deixar a Dilma decidir”, disse.

O deputado destacou que a relatora do procedimento contra Lupi na Comissão de Ética, Marília Muricy, foi secretária do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). O G1 entrou em contato com o presidente do PT, Rui Falcão, que disse que não comentaria a afirmação de Paulinho. A Comissão de Ética também disse que não iria se manifestar sobre o caso.

“Eu não tenho nem dúvida que [a Marília Muricy] foi [influenciada]. Porque ela era secretária do Jaques Wagner e no outro dia o Jaques Wagner passou por aqui. Não tem governo de coalizão. A gente acha estranho que aliados possam fazer o que fizeram”, criticou. O objetivo do PT em enfraquecer Lupi, seria, segundo o deputado, ocupar o comando do Ministério do Trabalho.

O PDT é ligado à Força Sindical, cujo presidente é Paulinho, enquanto o PT controla a Central Única dos Trabalhadores (CUT). “Eu tenho recebido ligações de praticamente quase todas as centrais, com exceção da CUT, dizendo que não gostariam que o ministério fosse para a mão da CUT. Agora, se ela [Dilma] quiser decidir, ela foi eleita e sabe o que vai fazer”, afirmou.

 Exoneração

Lupi pediu exoneração do cargo de ministro neste domingo, após reunião com a presidente Dilma Rousseff. Em seu lugar, segundo o Palácio do Planalto, ficará interinamente o secretário-executivo da pasta, Paulo Roberto Pinto.

A decisão de sair ocorreu após um mês de denúncias de irregularidades na pasta, declarações polêmicas, perda de apoio do próprio PDT e recomendação da Comissão de Ética Pública, que sugeriu à presidente Dilma Rousseff a exoneração.

Em nota, o ex-ministro disse que pediu a exoneração após “perseguição política e pessoal da mídia”.

Fonte: votebrasil.com

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