Para Collor, Cunha e Calheiros, a melhor defesa é o ataque

timthu,jpegA lógica por trás do ditado popular “a melhor defesa é um bom ataque” é que uma forte ação ofensiva dificulta a capacidade do adversário de montar um contra-ataque eficaz, proporcionando uma vantagem estratégica ao combatente. A manobra, por vezes atribuída ao revolucionário chinês e fundador do partido comunista, Mao Zedong, vem sendo abraçada por três parlamentares brasileiros suspeitos de corrupção: Fernando Collor, Eduardo Cunha e Renan Calheiros.

Envoltos até o pescoço no esquema de pagamento de propina da Petrobras, ao invés de se defenderem, os três preferem atacar os policiais e procuradores responsáveis pela Operação Lava-Jato, como apontou o colunista da Folha Bernardo Mello Franco nesta sexta-feira, 17. A tática adotada pelos políticos encontra paralelos nos escritos de Maquiavel.

Na terça-feira, 14, Renan disse que a ação da Polícia Federal na casa do senador Fernando Collor “beira a intimidação”. Na quinta-feira, 16, voltou a criticar a PF no plenário do Senado. Collor também subiu à tribuna para chamar os investigadores de “fascínoras que se dizem democratas” e  dizer que o país vive “sob a ditadura do Ministério Público”. Cunha acusou Janot de forçar delatores a mentir para incriminá-lo.

Recentemente, duas testemunhas da Operação Lava-Jato — o doleiro Alberto Youssef e o consultor Júlio Camargo — disseram, em juízo, temer retaliação contra suas famílias por parte do presidente da Câmara.

“O deputado Eduardo Cunha é conhecido como uma pessoa agressiva”, disse Camargo, que relatou a propina de US$ 5 milhões repassadas a Cunha. Youssef alertou que vem sofrendo intimidação e disse temer pelas três mulheres da família.

Deixe um comentário