Pão de Açúcar propõe fusão com Carrefour

Grupo Casino, parceiro do Pão de Açúcar e arquirrival do Carrefour, é contrário à união e pode impedir a medida.

O grupo Carrefour de supermercados anunciou nesta terça-feira, 28, o recebimento de uma oferta de fusão com a Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), do grupo Pão de Açúcar. A união deve consolidar a liderança do grupo Pão de Açúcar no Brasil, criando uma rede de vendas anuais de cerca de US$ 43 bilhões. A proposta veio por parte da Gama, empresa controlada por um fundo administrado pelo BTG Pactual, do banqueiro André Esteves. A empresa será capitalizada pelo BNDES, que prevê injetar 1,7 bilhão de euros (R$ 3,9 bilhões) pelo banco de fomento e 300 milhões de euros (R$ 683 milhões) pelo banco de investimento.

De acordo com os termos da proposta, a Gama se tornaria uma acionista importante do Carrefour, com uma participação de 11,7%, podendo comprar ações adicionais representativas de até 6% do capital varejista.  A ideia é criar uma parceria estratégica que combine os ativos do Carrefour com os do Pão de Açúcar em uma nova empresa, controlada em partes iguais.

Entretanto, o grupo francês Casino está disposto a acabar com os planos de fusão das empresas. Parceiro do Pão de Açúcar e arquirrival do Carrefour, o grupo informou que está em posição para bloquear a eventual união no Brasil. De acordo com informações do Casino, nenhuma negociação do Pão de Açúcar pode ser realizada sem seu consentimento. A empresa ainda vai examinar a melhor forma de defender o interesse do grupo e seus acionistas.

O Casino divide com o grupo Diniz, do empresário Abilio Diniz, de quem partiu as negociações entre os grupos, a holding Wilkes, que controla 66% dos direitos de voto do Pão de Açúcar. Em maio, o Casino apresentou um pedido de arbitragem internacional contra Diniz, alegando que as supostas negociações do empresário com o Carrefour contrariam um acordo de acionistas.

O conselho de administração do Carrefour irá avaliar a proposta nos próximos dias. Caso o acordo seja firmado, os dois grupos juntos responderiam por quase 28% do setor supermercadista brasileiro. A união ainda levaria a uma redução de custos de mais de US$ 1 bilhão ao ano, segundo informam alguns relatórios de analistas do Bank of America Merrill Lynch.

 Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Deixe um comentário