Saúde  

Os anos 60 e o LSD estão de volta

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Médicos voltam a testar a finalidade inicial do LSD: seu uso médico.
 
Os anos 1960 são constantemente lembrados constantemente pela música, arte e, claro, suas drogas. A ciência está bem abaixo na lista. Mas, antes da ascensão desta nova cultura, os pesquisadores estudavam o LSD como um tratamento para quase tudo, desde o alcoolismo ao transtorno obsessivo compulsivo (TOC), com resultados muito promissores.

Timothy Leary, psicólogo da Universidade de Harvard, foi um dos pesquisadores mais conhecidos no meio, mas também amplamente acusado de desacreditá-la, por seus não convencionais métodos de pesquisa e a manipulação negligente das drogas.Os detalhes da pesquisa de Leary se tornarão públicos, pela recente compra de seus artigos pela Biblioteca Pública de Nova York. Os trabalhos serão interessantes não só culturalmente, mas cientificamente, refletindo o que aconteceu com a promessa médica precoce sobre alucinógenos e sua subsequente entrada na lista negra de todas as autoridades do mundo.

Pesquisadores norte-americanos começaram a experimentar o LSD em 1949, para simular doenças mentais. Uma vez comprovados seus efeitos psicodélicos, o LSD começou a ser usado em tentativas na psicoterapia e como tratamento para o alcoolismo, se tornando conhecido como uma cura milagrosa. Em 1965 mais de mil trabalhos foram publicados descrevendo os resultados para estas terapias. Também foram relatados potenciais para tratar transtornos de ansiedade, TOC, depressão, luto e até mesmo transtornos sexuais. A maioria dos estudos depois viram que os resultados eram falhos.

Ainda assim, o campo estava amadurecendo para um estudo mais aprofundado. Leary deixou de ser visto como um pesquisador desinteressado e foi visto cada vez mais como um propagandista. Em 1962, o projeto Psilocybin Harvard foi fechado. Leary levou sua investigação a uma propriedade no interior de Nova York. Tanto o LSD quanto a psilocibina foram proscritas.

O uso médico de alucinógenos, aos poucos vem ganhando novamente espaço. A psilocibina tem se mostrado promissora no tratamento de formas de TOC resistentes à terapia, no alívio de enxaquecas e da ansiedade em pacientes com câncer terminal.

Obviamente que novamente pode ser comprovado que o LSD não possui usos clínicos. A maioria dos ensaios clínicos termina em fracasso. Mas ainda vale a pena ver se o LSD poderia realmente cumprir sua promessa inicial. Em seguida, a Biblioteca Pública de Nova York terá feito um serviço ao mundo publicando os fantasmas de Leary que ainda assombravam a pesquisa.

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