O que é a presidente Dilma?

dilma.jpegSe a entrevista da candidata à reeleição Dilma Rousseff dada ao Jornal Nacional na última segunda-feira, 18, foi para impressionar, impressionou. E muito. Nunca senti tanto nojo, tanto descaso, tanto nada vindo de uma só pessoa. Se bem que pinçar qual foi a fala de Dilma que me causou mais isso tudo é tarefa difícil.

Ela é uma aberração a qualquer tentativa de compreensão. Não se pode levar a sério uma candidata que é covarde, escorregadia, dissimulada, pretensiosa, arrogante, grosseira e várias outras coisas mais que me fariam continuar por mais algumas muitas linhas.

Sei que vão chover mísseis lançados pelos ainda remanescentes amantes petistas e adoradores de Dilma & Lula. Mas, sinceramente, não estou nem aí. Não me importo em receber críticas, mas que elas venham com algum argumento que sustente algum debate e não um simples “esse cara é um idiota, pois só sabe criticar o PT e falar mal da Dilma”.

Nessa entrevista, Dilma mostrou como ela é, como ela pensa, como o PT pensa e como eles se acham (acima do bem e do mal). Em nenhum momento as perguntas feitas pela bancada composta por William Bonner e Patrícia Poeta foram respondidas de forma direta. Aliás, muito pelo contrário. Não foram respondidas. É como se perguntassem se a presidente gosta de abacate e ela respondesse que achou a demissão do Felipão injusta e que ela não tem tempo para ver novelas, mas que ela prefere cozinhar apesar de que se tirar 7 de 13 sobram 5, e que deve chover nos próximos dias.

Sobre o mensalão, nada falou, dizendo que não pode pela Constituição objetar sobre uma condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal. Só que na verdade ela não quis ouvir a pergunta e dissimilou. Sobre a corrupção no seu governo envolvendo vários ministérios, esquivou-se dizendo que nem todas as denúncias foram comprovadas.

Continuou dizendo que a roubalheira foi apenas alguns “malfeitos”, que o desemprego caiu, que a inflação baixou e que o programa Mais Médicos ajudou muito a saúde. Saúde de quem Dilma? A saúde dos hoje 14.077 pacientes que esperam na fila do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) aqui do Rio de Janeiro, com pacientes esperando há mais de dez anos por uma cirurgia? Ou melhorou a vida do paciente que morreu aguardando uma cirurgia no Instituto Nacional do Câncer (Inca)? Diz aí Dilma! Realmente melhorou a vida de quem não tem um plano de saúde e depende, infelizmente, do governo? Se para quem têm plano, as coisas estão um pouco complicadas, imagina para quem depende da boa vontade do governo em prover o que lhe é de direito? Dinheiro não é problema. O que há é uma total má-gestão de recursos, burocracia e roubo. Isso é o que há.

E apesar disso tudo, foi veiculado por aí que a presidente Dilma se sentiu agredida pelo Jornal Nacional, que as perguntas foram grandes e que eram acusações. Que a apresentadora Patrícia Poeta apontou o dedo em riste para a presidente falando que em 12 anos nada foi feito na área da saúde. Que eles foram deselegantes. E blá, blá, blá. Os argumentos apresentados corroboram o que já sabemos. Os que amam Dilma, Lula & PT não enxergam nada a não ser Dilma, Lula & PT. É quase uma doença. Essas pessoas não têm o mínimo de bom senso. Não tem coerência e se iludem achando que essa gente faz e acontece. O que aumenta a minha indignação e o meu nojo. É até difícil explicar e entender o que falta acontecer para que todos vejam a coisa como ela realmente é.

Não vi nada demais nas perguntas feitas. Iria estranhar se não tivessem sido feitas. Só falta agora querer que nos próximos debates que virão a presidente Dilma seja poupada de certas perguntas. Não há o que poupar. É um direito das pessoas indecisas ainda saber o que pensa a presidente sobre certos assuntos “proibidos”.

E que venham os debates e muita sorte para o Brasil.

Nessa eleição, vote sem emoção!

As novas pesquisas apontam agora que Marina Silva, a nova candidata à Presidência da República, praticamente encostou no candidato Aécio Neves, pulando de 8% das intenções de votos quando o então falecido Eduardo Campos era o candidato, para 20%, o que traduz duas coisas. Ou as pessoas indecisas estão propensas a mudar seu voto por pura emoção, o que é péssimo, pois mostra volatilidade do eleitor, o que não garante que até o final dos debates isso não pode mudar novamente e mostra por outro lado que a escolha inicial com Eduardo como presidente e Marina como vice não foi a mais acertada. Esse salto nos números me preocupa, ainda mais que foram números colhidos no calor da comoção e emoção que a morte de Eduardo causou e sem Marina estar sequer efetivamente confirmada como a candidata do PSB.

As eleições ainda não estão definidas. A propaganda eleitoral apenas começou e nenhum debate ainda aconteceu. Só espero que deixem a emoção de lado, que avaliem com frieza os candidatos, as propostas e o que já foi feito por cada um dos candidatos para aí sim você tomar a sua decisão, que pode mudar o Brasil ou não.

E por favor, nada de emoção, pois só falta o leitor decidir votar na Dilma porque ela quebrou o dedo da mão tentando quebrar um ovo.

No caso do seu voto, sem emoção é melhor. Vai por mim. O resto pode fazer com emoção.

Eu sou homem com “H”!

Tramita no nosso Senado uma proposta de se eliminar as vogais e consoantes não pronunciadas, como o “qu” e o “gu”, em “querer” e “guerra”, e o “h” em “homem” e hotel. Só sei que você poderia aproveitar que é época de eleição para passar uma borracha nos senadores responsáveis por projetos de lei que não vão fazer a educação melhorar com a ideia de se escrever algumas palavras com menos letras.

Não é menos que vai dar mais. A nossa educação precisa, sim, de mudanças, mas não no trato da língua portuguesa e suas regras e sim no trato que o governo dá à Educação em si e com letra maiúscula no que diz respeito aos salários dos professores, a construção de creches, escolas e no verdadeiro incentivo de se educar o povo de modo que ele possa cada vez mais participar ativamente das decisões importantes do país com entendimento e sabendo assinar seu nome e sentir que realmente um país se constrói com homens e livros, como dizia Monteiro Lobato.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambiente fechado.

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