Mundo  

O novo capítulo do drama do Facebook

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Petição dos Irmãos Winklevoss que buscava rever termos de acordo é rejeitada nos tribunais, mas um novo estudante de Harvard reivindica direito às ações da rede social.

No momento em que a agitação a respeito dos primeiros dias do Facebook parecia estar prestes a desaparecer, a longa novela legal sobre os direitos da rede social apresentou uma nova surpresa. No dia 11 de abril, Paul Ceglia — que no ano passado entrou com um processo pedindo metade das ações de Mark Zuckerberg, o jovem co-fundador do Facebook — entregou uma reclamação adicional, repleta de emails que ele afirma sustentarem sua luta por uma porção da empresa.

A bomba de Ceglia foi lançada no mesmo dia em que o chefe do Facebook recebeu boas notícias. Um painel de juízes federais em São Francisco entregou uma decisão que provavelmente destrói outra disputa legal pela posse da companhia. Os juízes rejeitaram uma petição de dois colegas de Zuckerberg na Universidade de Harvard, Cameron e Tyler Winklevoss — irmãos gêmeos, conhecidos como os “Winklevi” — que buscavam rever os termos do acordo assinado com o Facebook em 2008. No acordo, avaliado em US$ 65 milhões, os gêmeos e Divya Narendra, outro estudante de Harvard, retiraram a acusação de que Zuckerberg teria roubado sua ideia de um serviço de rede social.

Desde então, o valor do Facebook disparou (estima-se que a rede agora valha US$ 60 bilhões), o que pode ter levado os “Winklevi” a tentar anular o acordo, em busca de somas mais generosas. Mas os juízes não aceitaram seu argumento de que tinham sido enganados a respeito do verdadeiro valor do Facebook quando o acordo foi assinado. “Os Winklevosses não são os primeiros a serem superados por um competidor a tentar ganhar judicialmente o que não conseguiram ganhar no mercado”, escreveu um dos juízes. “Em algum momento a disputa deve acabar, e esse ponto já chegou”, completou. O advogado dos gêmeos indicou que eles devem, apesar de tudo, seguir lutando.

Enquanto isso, Ceglia contratou a DLA Piper, uma grande firma de advogados para representá-lo em sua reivindicação de um contrato supostamente assinado com Zuckerberg em 2003, que lhe daria direito a uma parte das ações da empresa. O acordo, supostamente envolvia o pagamento de mil dólares a Zuckerberg para que o website fosse desenvolvido, e outros mil dólares pelo trabalho em outro projeto, em troca de uma porção substancial de qualquer negócio futuro.

Os advogados de Zuckerberg e do Facebook rejeitam as  acusações de Ceglia, alegando que os emails que ele produziu para sustentar suas reivindicações são falsos. Alguns deles mostram Zuckerberg discutindo o desenvolvimento do site com Ceglia, e alertando sobre um serviço potencialmente rival, que estava sendo desenvolvido por outros estudantes (possivelmente os “Winklevi” e Narendra). Os tribunais deverão ser convencidos não apenas da autenticidade dos emails, mas também das explicações de Ceglia para ter esperado sete anos antes de fazer qualquer reivindicação.

Deixe um comentário