O lado sombrio das sacolas reutilizáveis

Os esforços para conter o uso da sacola plástica em mercados acabaram gerando uma consequência, no mínimo, nojenta: o uso de sacolas reutilizáveis pode estar ligado à disseminação de doenças.

Em março de 2012, por exemplo, uma sacola reutilizável deixada em um banheiro de hotel em Los Angeles gerou um surto de infecções por norovírus, causando de náuseas e diarreias em um time de futebol feminino.

Os alertas do risco de infecção parecem um exagero, mas pesquisas sugerem que não se trata apenas de uma tática da indústria do plástico. Em 2011, um estudo feito com sacolas reutilizáveis na Califórnia e no Arizona mostrou que 51% das sacolas examinadas continham bactérias coliformes.

Ao que tudo indica, o problema está diretamente ligado ao hábito dos consumidores. Durante o estudo 75% das pessoas afirmaram que colocam carnes e vegetais na mesma sacola. Quando as sacolas são armazenadas em um carro com motor quente ligado, as bactérias se multiplicam rapidamente. O estudo também descobriu que lavar as sacolas reutilizáveis elimina 99% das bactérias, mas, infelizmente, 97% das pessoas entrevistadas disseram que nunca lavaram suas sacolas.

Uma pesquisa realizada por Jonathan Klick e Joshua Wright, professores de direito da Universidade da Pensilvânia, mostrou um aumento de 46% de mortes por intoxicação alimentar em estados que adotaram leis que proíbem o uso das sacolas de plástico. Segundo os autores da pesquisa, lavar frequentemente as sacolas reutilizáveis não resolve o problema, já que água quente e detergente também causam danos ao meio-ambiente. Talvez a melhor solução seja estimular as pessoas a reciclarem o plástico.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

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