O Japão está encolhendo rapidamente

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timthPode-se ouvir um tique discreto, mas constante, da bomba demográfica que jaz sob a terceira maior economia do mundo. Na semana passada ela emitiu um som mais alto que o comum: dados oficiais mostram que a população encolheu no ano passado em 244 mil habitantes, um recorde, equivalente ao bairro londrino de Hackney.

A população do Japão começou a encolher em 2004 e agora está envelhecendo mais rápido que a de qualquer outro país do mundo. Mais de 22% dos japoneses já tem 65 anos ou mais. Um relatório elaborado com a cooperação do governo há dois anos alertou que em 2060 o número de japoneses terá diminuído de 127 milhões para cerca de 87 milhões, dos quais 40% terão 65 anos ou mais.

O governo não está negando reportagens publicadas por jornais no início de março que afirmavam que os altos escalões estão levando em consideração uma possibilidade rechaçada até hoje: a imigração em massa. As matérias afirmam que o número em consideração é de 200 mil estrangeiros por ano. Um órgão consultivo do gabinete do primeiro-ministro, Shinzo Abe, afirmou que abrir as portas da imigração nessa escala ajudaria a estabilizar a população japonesa em cerca de 100 milhões (contra 126,7 milhões hoje em dia).

Mas mesmo assim há um grande porém. Para atingir essa meta o governo também teria que aumentar a taxa de natalidade, de 1,39, um das mais baixas do mundo, para 2,07. Especialistas afirmam que uma mudança nessa escala exigiria uma grande reforma de toda a arquitetura social do país. Uma das primeiras coisas que o Japão precisaria fazer é facilitar a vida de mães que trabalham.

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