O efeito Dilma e o fantasma de Lula

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Por Rubens de Freitas Novaes
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No momento mesmo em que as pesquisas de opinião mostraram certo enfraquecimento da candidatura Dilma Rousseff à presidência da República, os diversos mercados, notadamente ações do setor de energia e cotações do real em relação ao dólar, exibiram sinais de euforia ao conferir maior probabilidade à vitória dos candidatos de oposição e/ou à substituição de Dilma por Lula na candidatura situacionista.

É certo que a atual equipe econômica, talvez a mais fraca de que se tenha notícia em décadas recentes, goza de mau conceito perante os agentes econômicos e que estes querem ver uma mudança de rumo. Mas, será cabível tanto otimismo quando crescem as chances de um retorno de Lula ao Planalto?

Ora, muitos costumam referir-se ao período Lula como se tivesse sido linear e sempre correto em termos de política econômica. Não foi. É fato que a dobradinha Palocci, na Economia, e Meirelles, no Banco Central, comportou-se em linha com os melhores preceitos de política econômica, surpreendendo os que temiam, pelo histórico de posições extremadas do PT, uma administração heterodoxa e desastrosa.

Mas, já no segundo mandato de Lula e sob o comando de Guido Mantega, com o apoio de Dilma, inicia-se o desmanche da política com viés liberal de Palocci. Reformas econômicas são abandonadas, reduz-se a preocupação com a austeridade fiscal, anunciam-se planos mirabolantes de investimento e impõe-se um ativismo tendente a estimular o consumo da população, já com olhos voltados para a eleição de Dilma.

Grande parte do êxito econômico atribuído a Lula ocorreu porque a economia brasileira foi favorecida por dois fatores externos poderosos e determinantes: os bancos centrais dos países desenvolvidos baixaram os juros injetando muita liquidez no sistema bancário e os preços das nossas commodities de exportação dispararam, melhorando em muito nossos termos de troca com o exterior. Na medida em que os ventos externos deixaram de soprar tão fortemente a nosso favor, tudo ficou bem mais difícil para nossos governantes e cabe indagar se um terceiro mandato de Lula não teria os mesmos resultados medíocres alcançados pelo governo Dilma.

Tratamos até agora de economia, sem entrar na questão ética. Mas, o que falar da sucessão de escândalos que se inicia com o caso Waldomiro, nos Correios, passa pelo caso mensalão e atinge agora proporções até então inimagináveis quando são investigados grandes negócios da Petrobras, aqui e no exterior? Será que Lula poderá passar incólume por todas as investigações tendo sido sua a responsabilidade pela indicação de tantos companheiros enredados em trapalhadas? Será que o povo e a classe empresarial estão tão encantados com regalos públicos que perderam a capacidade de indignar-se com problemas morais? Queremos mesmo um partido eternizado no poder com todas as consequências que isto traz sobre o destino das instituições democráticas? Em suma, faz sentido tanta reverência a Lula pelos mercados?

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Um comentário para “O efeito Dilma e o fantasma de Lula”

  1. ⇒ Robson Faria Morais disse:

    Copa passada – primeiro jogo – anuncio pelo presidente lula de aumento para os aposentados e timidamente anuncio de veto ao fim do fator previdenciario, apesar de ter dito, que se a camara e o senado aprovassem, ele tranquilamente aprovaria! Pulou fora da promessa sobre o fator, pulou fora da promessa sobre o IR, e sempre que os “COMPANHEIRO” se envolviam em alguma trapaça, o barbudo não sabia de nada! Chega de lula! Camarada, tomei tanto noje, que nem na panela consigo digerir este desgraçado que tinha todo o poder para melhorar a vida de quem trabalhou honestamente a vida inteira e não o fez. Melhorou a sua própria. Fora lula!