Brasil  

Nunca se chegou tão perto de punir os corruptores

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Sob a batuta do juiz Sergio Moro, Paulo Roberto Costa delatou a maior empreiteira do País, a Odebrecht, que lhe pagou uma propina de US$ 23 milhões; com isso, a empresa de Emílio e Marcelo Odebrecht concorre para ser a primeira da fila a ter seus responsáveis presos como corruptores; “Não há brechas para nulidades”, diz um dos investigadores do caso; empresa alega que não pagou, mas a delação de Costa prevê que, em caso de mentira, ele volta imediatamente para a cadeia; ou seja, em quem você acredita?

Pela primeira vez na história, o Brasil está perto de prender corruptores – aqueles personagens até aqui nunca punidos por alimentar os corruptos, provocar sobrepreços e garantir reservas de mercados. A oportunidade está aberta pelo meticuloso trabalho do juiz federal Sérgio Moro, de Curitiba, considerado a maior referência contra crimes financeiros do País. Ele guiou com rigor e precisão a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e obteve como resultado desse trabalho um calhamaço de documentos como depósitos milionários feitos nas contas dele no exterior, extratos bancários com a movimentação ilegal e notas fiscais comprobatórias de sobrepreço em obras e serviços prestados. No rol dos corruptores, 13 empresas, entre as quais as cinco maiores empreiteiras brasileiras – Camargo Corrêa, OAS, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e Norberto Odebrecht. Destas Big Five, a Odebrecht, considerada a Big One, pode ser a primeira da fila a ter responsáveis presos. A empreiteira tem em Emílio Odebrecht o presidente do seu Conselho de Administração e no filho dele, Marcelo Odebrecht, o presidente executivo.

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