Número de partidos no Brasil pode saltar de 32 para 73

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timthumbO número de partidos políticos existentes no Brasil pode saltar de 32 para 73 nas próximas eleições. Atualmente, 41 legendas estão em fase de recolhimento e validação de assinaturas nos estados para obter registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os novos partidos representam as mais variadas classes. Entre as novas siglas estão: o Partido dos Estudantes (PE); o Partido dos Pensionistas, Aposentados e Idosos do Brasil (Pai do Brasil); o Partido Carismático Social (PCS); o Movimento em Defesa do Consumidor (MDC); e a Aliança Renovadora Nacional (Nova Arena), este último uma releitura do antigo partito pró-regime militar ARENA. Duas legendas já se encontram à espera do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): o Partido Novo (Novo) e o Partido da Mulher Brasileira (PMB).

As legendas que forem aprovadas pelo TSE terão direito a receber a verba distribuída pelo Fundo Partidário. Atualmente, 5% do fundo é distribuído igualmente entre os partidos. Os 95% restantes são divididos de acordo com o número de votos obtidos na última eleição para a Câmara dos Deputados. Segundo o TSE, até novembro deste ano, R$ 334,3 milhões do Fundo Partidário foram divididos entre os partidos existentes.

Para Claudio Gurgel, cientista político e professor da UFF, o aumento de partidos pode contribuir para o tráfico financeiro nas siglas. “Considero uma hipótese provável que partidos possam ser criados para benefício financeiro. Seria leviano dizer que é o caso de todos, mas, assim como criaram igrejas para ganhar dinheiro, mal comparando, criam-se partidos para fazer tráfico financeiro”, diz o professor, ressaltando que o eleitor deveria ter mais critério na hora de ceder a assinatura para a criação de um novo partido.

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