Novo ministro diz que proximidade com Sarney não irá interferir na gestão

O deputado federal Gastão Vieira (PMDB-MA), escolhido ontem pela presidente Dilma Rousseff para assumir o Ministério do Turismo, disse hoje ter recebido dela a orientação para que priorize ações voltadas para a Copa do Mundo de 2014.

Ao chegar no Fórum Nacional do PMDB, em Brasília, o futuro ministro contou que sugeriu à presidente dois programas de capacitação de mão de obra, inclusive com cursos de línguas e a parceria com a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) para a aplicação desses cursos.

Há pouco mais de um mês, o Ministério do Turismo foi alvo da Operação Voucher, da Polícia Federal, que investigou convênios da pasta com uma empresa responsável por realizar cursos de capacitação de mão de obra no Amapá. A operação resultou na prisão e afastamento de 36 servidores do órgão, inclusive o então secretário executivo da pasta Frederico da Silva Costa.

Ainda na noite de ontem, Gastão esteve reunido com Dilma, depois que o ministro Pedro Novais entregou carta de demissão motivada por suspeitas de uso indevido de recursos públicos. Gastão passou toda a manhã de hoje no Ministério do Turismo reunido com Novais para conhecer detalhes do funcionamento da pasta. A posse do novo ministro deve ocorrer amanhã (16), em cerimônia no Palácio do Planalto.

Gastão negou que a proximidade que tem com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), vá interferir na sua gestão. “Absolutamente, há muito tempo sou ligado à família Sarney e ele sempre me respeitou como parlamentar. Exerci meus cinco mandatos e ele nunca pediu para que eu fizesse ou deixasse de fazer nada”.

Vaccarezza: Gastão Vieira tem perfil adequado para assumir Turismo

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), considerou adequada a escolha de Gastão para o Ministério do Turismo no lugar de Pedro Novais.

– Ele tem o perfil adequado. É um deputado respeitado na Casa e tem capacidade política – disse.

Quanto a Novais, Vaccarezza disse que as denúncias não são referentes ao período em que ele ficou à frente do ministério e que, portanto, não causaram prejuízos ao governo.

– Ontem, dia em que o ministro saiu, votamos três medidas provisórias -, exemplificou.

A idéia, segundo Vaccarezza, é votar, na semana que vem, a regulamentação da Emenda 29 que garante mais recursos para a saúde. O texto será votado sem a fonte de financiamento. A definição da origem dos recursos será discutida posteriormente.

Com informações da Agência Brasil

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