Saúde  

Novo método de proteção contra infecções está sendo testado

O surgimento do recém-identificado coronavírus em Londres realça o fato de que novas doenças – e novas versões de doenças antigas – podem aparecer subitamente.  Desenvolver e disponibilizar vacinas contra essas novidades leva tempo. Caso uma cepa letal de gripe, ou algo igualmente letal, surgisse, um atraso poderia custar a vida de milhões de pessoas. Portanto, uma segunda linha de defesa que tivesse efeito imediato seria desejável. E, conforme divulgado no periódico Molecular Pharmaceutics, David Jackson e sua equipe da Universidade de Melbourne acreditam terem encontrado tal linha de defesa secundária. Eles estão pesquisando um novo modo de criar um escudo universal contra vírus que agirá no ponto de entrada da maioria dos vírus respiratórios: o nariz.

Uma vacina tradicional funciona através do estímulo do que é conhecido como o sistema imune adquirido. Este é a parte que se ajusta aos patógenos encontrados pelo corpo e cria respostas especiais contra os mesmos. Mas os sistemas imunológicos têm um segundo ramo genérico, conhecido como sistema imune inato, o qual é ativado imediatamente por um desafio patogênico. Foi esse mecanismo que Dr. Jackson propôs utilizar.

Sua ferramenta foi uma molécula chamada Pam2Cys, a qual sabia-se que se ligava a receptores que ativam o sistema imune inato. Esta molécula pode ser produzida artificialmente, de modo que seria adequada para a produção em massa caso se revelasse eficiente.
A fim de explorar essa possibilidade, Dr Jackson e sua equipe se voltaram para os camundongos. Eles dividiram os animais em dois grupos e trataram os narizes de um destes com Pam2Cys e os narizes do outro grupo com uma solução salina, o qual seria o grupo de controle. Em seguida, eles subdividiram os grupos e infectaram os subgrupos resultantes com H3N1, uma cepa de gripe branda, ou com H1N1, uma cepa virulenta.

Dr. Jackson e seus colegas descobriram que oito dias após a infecção, apenas um dos 12 camundongos que haviam sido tratados com a solução salina e expostos ao H1N1 ainda estava vivo. Em um contraste pronunciado, apenas dois dos 23 tratados com Pam2Cys e expostos à cepa H1N1 morreram durante esse período. (O H3N1 não foi fatal para nenhum animal).

Ainda não se sabe se esses resultados se reproduzirão em seres humanos. Mas, caso isso aconteça, tal abordagem representaria um novo modo de lidar com pandemias virais.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

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